UNECS lança manifesto com pautas prioritárias para o desenvolvimento nacional

Representando mais de 73% do PIB do setor de comércio e serviços, entidade cobra reformas estruturais, segurança jurídica e simplificação tributária dos candidatos às Eleições 2026

Redação DC
16/Jul/2026
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UNECS lança manifesto com pautas prioritárias para o desenvolvimento nacional

Às vésperas das eleições gerais de 2026, a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS) lançou formalmente o seu "Manifesto do Setor de Comércio e Serviços", traçando a agenda estratégica e as pautas prioritárias para o período de 2027 a 2030.

Composto por 14 temas cruciais, o documento funciona como uma carta de compromisso direcionada a candidatos ao Legislativo e ao Executivo. O objetivo principal do setor é pautar os debates nacionais e garantir que a força motriz que congrega mais de 77% dos estabelecimentos ativos do país seja ouvida nas tomadas de decisão política. A representatividade do setor fundamenta a urgência do manifesto.

De acordo com o documento, a UNECS congrega segmentos que juntos representam 73,31% do PIB do setor e respondem por 57% dos postos de trabalho no Brasil, consolidando-se como o maior gerador de empregos e renda do país.

Na apresentação do texto, o presidente da entidade, Leonardo Miguel Severini, destaca que "nenhuma transformação estrutural estará completa sem que a voz do setor de Comércio e Serviços seja ouvida", evidenciando o papel indispensável dessas atividades na edificação de uma economia brasileira verdadeiramente sólida.

No topo das prioridades do varejo figuram a eficiência do Estado e o combate ao "Custo Brasil", sustentados pela defesa de uma reforma administrativa profunda. O manifesto argumenta que o país necessita de um aparelho público mais moderno e menos oneroso para liberar investimentos privados.

Conforme expresso no documento, "um Estado mais enxuto, ágil e eficiente é um Estado que libera recursos, simplifica processos, promove a liberdade econômica e reduz a carga sobre o setor produtivo."

Diante disso, o setor manifesta apoio à tramitação de medidas como a PEC nº 32/2020 na Câmara dos Deputados. Outro pilar central de discussão reside nas esferas tributária e de segurança jurídica. Apesar de celebrar a histórica aprovação da Reforma Tributária sobre o consumo, a UNECS adverte que a regulamentação precisa assegurar uma redução efetiva da carga que incide sobre o setor, além de isonomia competitiva face ao comércio eletrônico internacional.

A busca por um sistema mais equilibrado é imperativa para os empresários, que reiteram no texto a defesa por um ambiente "com regras claras, estáveis e menor volume de obrigações acessórias, liberando recursos e tempo para o crescimento dos negócios."

O manifesto também assume posicionamentos firmes no campo das relações de trabalho e produtividade. Em resposta a recentes discussões sobre a escala de trabalho, a UNECS se posiciona de forma contrária "a uma votação açodada do fim da escala 6x1 sem que haja compensações e contrapartidas para o setor produtivo."

A organização propõe, ao invés disso, a adoção de jornadas de trabalho flexíveis, com compensações equilibradas e segurança jurídica, ressaltando a necessidade de modernizar as leis trabalhistas para manter a competitividade das pequenas e médias empresas.

A agenda institucional abrange ainda pautas contemporâneas fundamentais para o futuro do varejo, tais como a democratização e facilitação do crédito, a transição sustentável (ESG) — com destaque para a desburocratização do acesso ao Mercado Livre de Energia —, o incentivo ao empreendedorismo feminino e o investimento em segurança pública digital e física.

Ao consolidar essas diretrizes, a UNECS reforça que a colaboração e o compromisso ético dos governantes são os únicos caminhos para superar as barreiras históricas ao desenvolvimento das atividades produtivas nacionais.

"O Manifesto do Varejo para as eleições gerais de 2026 defende um sistema tributário que não seja um entrave, mas um catalisador do desenvolvimento, com menos burocracia, mais justiça fiscal, mais isonomia e segurança jurídica."
 
 
Imagem: Freepik

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