UNECS lança manifesto com pautas prioritárias para o desenvolvimento nacional
Representando mais de 73% do PIB do setor de comércio e serviços, entidade cobra reformas estruturais, segurança jurídica e simplificação tributária dos candidatos às Eleições 2026

Às vésperas das eleições gerais de 2026, a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS) lançou formalmente o seu "Manifesto do Setor de Comércio e Serviços", traçando a agenda estratégica e as pautas prioritárias para o período de 2027 a 2030.
Composto por 14 temas cruciais, o documento funciona como uma carta de compromisso direcionada a candidatos ao Legislativo e ao Executivo. O objetivo principal do setor é pautar os debates nacionais e garantir que a força motriz que congrega mais de 77% dos estabelecimentos ativos do país seja ouvida nas tomadas de decisão política. A representatividade do setor fundamenta a urgência do manifesto.
De acordo com o documento, a UNECS congrega segmentos que juntos representam 73,31% do PIB do setor e respondem por 57% dos postos de trabalho no Brasil, consolidando-se como o maior gerador de empregos e renda do país.
Na apresentação do texto, o presidente da entidade, Leonardo Miguel Severini, destaca que "nenhuma transformação estrutural estará completa sem que a voz do setor de Comércio e Serviços seja ouvida", evidenciando o papel indispensável dessas atividades na edificação de uma economia brasileira verdadeiramente sólida.
No topo das prioridades do varejo figuram a eficiência do Estado e o combate ao "Custo Brasil", sustentados pela defesa de uma reforma administrativa profunda. O manifesto argumenta que o país necessita de um aparelho público mais moderno e menos oneroso para liberar investimentos privados.
Conforme expresso no documento, "um Estado mais enxuto, ágil e eficiente é um Estado que libera recursos, simplifica processos, promove a liberdade econômica e reduz a carga sobre o setor produtivo."
Diante disso, o setor manifesta apoio à tramitação de medidas como a PEC nº 32/2020 na Câmara dos Deputados. Outro pilar central de discussão reside nas esferas tributária e de segurança jurídica. Apesar de celebrar a histórica aprovação da Reforma Tributária sobre o consumo, a UNECS adverte que a regulamentação precisa assegurar uma redução efetiva da carga que incide sobre o setor, além de isonomia competitiva face ao comércio eletrônico internacional.
A busca por um sistema mais equilibrado é imperativa para os empresários, que reiteram no texto a defesa por um ambiente "com regras claras, estáveis e menor volume de obrigações acessórias, liberando recursos e tempo para o crescimento dos negócios."
O manifesto também assume posicionamentos firmes no campo das relações de trabalho e produtividade. Em resposta a recentes discussões sobre a escala de trabalho, a UNECS se posiciona de forma contrária "a uma votação açodada do fim da escala 6x1 sem que haja compensações e contrapartidas para o setor produtivo."
A organização propõe, ao invés disso, a adoção de jornadas de trabalho flexíveis, com compensações equilibradas e segurança jurídica, ressaltando a necessidade de modernizar as leis trabalhistas para manter a competitividade das pequenas e médias empresas.
A agenda institucional abrange ainda pautas contemporâneas fundamentais para o futuro do varejo, tais como a democratização e facilitação do crédito, a transição sustentável (ESG) — com destaque para a desburocratização do acesso ao Mercado Livre de Energia —, o incentivo ao empreendedorismo feminino e o investimento em segurança pública digital e física.
Ao consolidar essas diretrizes, a UNECS reforça que a colaboração e o compromisso ético dos governantes são os únicos caminhos para superar as barreiras históricas ao desenvolvimento das atividades produtivas nacionais.

