Taxa média de desemprego fica em 7,8% em 2023, a menor em 9 anos, diz IBGE

O país registrou recorde de ocupação, com 101 milhões de pessoas no mercado, formal e informal, de trabalho

Estadão Conteúdo
31/Jan/2024
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A taxa de desocupação no Brasil ficou em 7,4% no trimestre encerrado em dezembro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quarta-feira, 31/1, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa média de desocupação em 2023 ficou em 7,8%. Esse resultado anual é o menor desde 2014, quando o indicador chegou a 7%.

Em igual período de 2022, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 7,9%. No trimestre encerrado em novembro de 2023, a taxa de desocupação estava em 7,5%. 

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.032 no trimestre encerrado em dezembro. O resultado representa alta de 3,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 301,6 bilhões no trimestre até dezembro, alta de 5,0% ante igual período do ano anterior.

POPULAÇÃO OCUPADA

A expansão do emprego no quarto trimestre de 2023 veio por todas as formas de inserção, com aumento do número de trabalhadores com e sem carteira assinada, assim como de informais. 

Segundo o IBGE, o incremento de todos esses grupos levou a um recorde da população ocupada do país na série histórica iniciada em 2012, chegando a 101 milhões de pessoas. 

A coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, destacou que o aumento do número de pessoas empregadas no Brasil se deu de forma cumulativa em todos os trimestres do ano, de forma consistente e sem refluxos nesse movimento, o que se refletiu no número recorde de ocupados ao fim do ano. 

Houve recordes em todos os tipos de inserção. O número de trabalhadores na informalidade no quarto trimestre chegou a 39,53 milhões, o maior da série histórica, assim como o número de empregados pelo setor privado sem carteira assinada, que chegou a 13,52 milhões de pessoas. 

Os detentores de carteira assinada, por sua vez, também chegaram a um pico de 37,9 milhões. 

Assim, disse Adriana, o crescimento de informais e sem carteira assinada não indicam uma piora da qualidade do mercado de trabalho, mas um movimento natural de aumento geral do emprego. 

A série histórica do IBGE mostra que esses números de fim de ano tendem a arrefecer no primeiro trimestre do ano subsequente em função do fim do período de festas e a consequente dispensa de temporários.

SALDO POSITIVO

O Brasil teve um saldo positivo de 1,146 milhão de postos de trabalho no trimestre até dezembro, mostrou o IBGE. A geração de emprego no período, disse Adriana, foi pulverizada entre as várias atividades da economia, mas puxada, principalmente, pela indústria, construção, comércio e transporte. 

A maior variação positiva no número de trabalhadores no trimestre, 4,3%, veio do setor de Transportes, Armazenagem e Correio, que empregava 5,7 milhões de pessoas. 

O setor com o maior número de funcionários segue sendo o Comércio, que alcançou 19,1 milhões de empregados no quarto trimestre após alta de 1% em comparação com o trimestre anterior, encerrado em setembro. Nominalmente, foi o setor que gerou mais vagas nos últimos três meses do ano: 322 mil novos empregos. 

Em seguida, a indústria chegou a 12,95 milhões de empregados no período, após alta de 2,5% ante o trimestre anterior. 

Importante gerador de emprego no ano, o setor de Construção Civil alcançou 7,43 milhões de empregados no trimestre até dezembro, alta de 2,7% ante o trimestre anterior e equivalente a 198 mil novas vagas. 

Agricultura, pecuária, pesca e aquicultura foi o único setor que apresentou recuo significativo no número de empregados, que caiu 403 mil, para 7,98 milhões nos últimos três meses de 2023 (-4,8%).

 

IMAGEM: Pablo de Sousa/DC

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