Prato feito sobe 5,4% no segundo trimestre e consome R$ 638 do orçamento mensal, diz FAC-SP
Indicador da Faculdade do Comércio de São Paulo, ligada à ACSP, leva em conta os preços dos alimentos, reajustes no aluguel, tarifas de energia e salário dos funcionários, além dos custos de transporte, tributos e juros

A alimentação fora de casa está pesando cada vez mais no bolso do trabalhador brasileiro. Nos últimos três meses, o "prato feito", como é chamada a refeição completa servida em restaurantes, teve aumento de 5,4%, custando R$ 31,90 no preço de referência nacional.
O índice, calculado pelo núcleo de estudos econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP), instituição de ensino superior mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), acompanha a evolução dos preços de uma refeição composta por arroz, feijão, proteína, salada e guarnição.
O preço nacional de referência do "prato feito" já subiu 7,2% desde o início do ano, o que revela a pressão do custo de vida sobre consumidores e empresários do setor de alimentação. Na prática, um trabalhador que almoça fora de casa todos os dias úteis passa a gastar cerca de R$ 638 por mês apenas com o "prato feito".
O economista Rodrigo Simões Galvão, coordenador e responsável técnico pelo índice, explica que a inflação do "prato feito" incorpora não apenas os aumentos nos preços dos alimentos, mas também reajustes no aluguel do ponto comercial, tarifas de energia elétrica e salário dos funcionários, além dos custos de transporte, tributos e juros. Considera ainda a margem de lucro do empresário.
"Quando o 'prato feito' sobe, não é apenas o alimento que ficou mais caro; é toda a estrutura econômica pressionando o preço final", comenta Galvão.
O objetivo do índice é complementar a análise econômica dos indicadores de inflação por meio de um produto amplamente consumido e facilmente compreendido pela população. O levantamento do segundo trimestre contou com a maior base de dados da série histórica até o momento: 887 observações válidas, o que amplia a representatividade nacional do indicador.
IMAGEM: Paulo Pampolin/DC

