Se o comércio internacional é fator civilizatório, o comércio interno é fator de integração
Enquanto a abertura dos portos conectou o Brasil ao mundo, o comércio interno integra o país e impulsiona o desenvolvimento de milhões de negócios familiares e de menor porte

Se o comércio internacional é fator civilizatório, o comércio interno é fator de integração. O Dia do Comerciante, 16 de julho, foi instituído pela Lei 2.048 de 1953 como uma homenagem aos homens e mulheres que se dedicam a uma das atividades mais importantes da economia: o comércio em seu sentido amplo.
A data escolhida é um tributo a José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu, nascido em 16 de julho de 1756 (faleceu em 1835), que é considerado o Patrono do Comércio por sua contribuição para a abertura dos portos às nações amigas, que marcou o início do acesso do país ao mercado internacional, contribuindo para a independência econômica do Brasil.
Cairu considerava que o comércio era fator civilizatório ao aproximar diferentes culturas e permitir a convivência entre as nações. No Brasil, o comércio interno é fator de integração, pois une as diversas regiões do país, sendo, muitas vezes, em lugares mais distantes e isolados, a única forma de contato com as áreas mais desenvolvidas para o atendimento das necessidades básicas da população.
Ao captar os desejos e necessidades do consumidor, o comércio estimula o desenvolvimento das demais atividades, funciona como estabilizador da produção com a formação de estoques, e contribui para a expansão do mercado com publicidade, promoções e as várias modalidades de crédito às vendas. Presente em todo o território nacional, é um grande absorvedor de mão de obra, com importante participação das micro e pequenas empresas e de negócios familiares.
A acelerada expansão nos últimos anos, resultante da urbanização, do crescimento de renda e da popularização do crédito, transformou o mercado interno brasileiro em um dos maiores do mundo, o que atraiu inclusive a presença de empresas estrangeiras e permitiu a formação de grandes redes nacionais, complementadas por milhões de empresas de micro e pequeno porte.
As transformações impostas pela evolução tecnológica representam grande desafio para os empresários, especialmente os de menor porte, obrigando-os a se reciclar e atualizar de forma permanente para se manterem no negócio, especialmente em períodos de baixo crescimento da economia. É necessário adaptar-se às novas formas de vendas, inclusive on-line, e aos novos hábitos dos consumidores, cada vez mais bem informados e exigentes.
Os novos desafios vão exigir dos empresários criatividade, dedicação e coragem de correr riscos, que são inerentes à atividade empresarial. As homenagens do Dia do Comerciante são extensivas a toda atividade empresarial, pois o comércio, no sentido do antigo Código Comercial e ainda hoje na Junta Comercial, abrange todos os setores que desenvolvem alguma atividade sujeita a risco, com o objetivo de lucro.
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