Comércio varejista fecha 2023 com alta de 1,7% nas vendas

Sete das onze atividades do setor acumularam ganhos no ano passado, com destaque para veículos e motos, partes e peças, que registrou crescimento de 8,1% nas comercializações, segundo o IBGE

Redação DC
07/Fev/2024
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Comércio varejista fecha 2023 com alta de 1,7% nas vendas

As vendas do comércio varejista cresceram 1,7% em 2023, a sétima alta anual seguida segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 7/2, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Em 2022, o setor havia crescido 1%.

No varejo ampliado, que inclui a venda de algumas outras categorias, como veículos e materiais de construção, o resultado foi positivo em 2,4%.

Sete das onze atividades do comércio varejista ampliado acumularam ganhos em 2023: veículos e motos, partes e peças (8,1%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,7%), combustíveis e lubrificantes (3,9%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,7%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,0%), móveis e eletrodomésticos (1,0%) e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%).

Quatro atividades terminaram 2023 com perdas em relação a 2022: outros artigos de uso pessoal e doméstico (-10,9%), tecidos, vestuário e calçados (-4,6%), livros, jornais, revistas e papelaria (-4,5%) e material de construção (-1,9%).

 

Cristiano Santos, gerente da pesquisa, observa que o bom desempenho de veículos e motos, partes e peças no ano consolida a retomada de um setor que enfrentou graves problemas de vendas nos últimos anos, especialmente por causa da pandemia. “O setor observou uma queda muito grande e uma recuperação muito lenta após vários fechamentos nos anos anteriores. O resultado de 2023 representa uma retomada a uma certa normalidade.”

Em sentido oposto, a forte queda da categoria outros artigos de uso pessoal e doméstico, segundo Santos, “está ligada à questão da crise contábil de grandes marcas do setor de lojas de departamento.”

Com relação a tecidos, vestuário e calçados, a queda, segundo o gerente da pesquisa, “é uma tendência que se inicia depois da pandemia, e já é o segundo ano seguido de quedas, o que também tem a ver com a mudança de comportamento de consumo.”

Ele ainda acrescentou que na categoria livros, jornais e papelaria, 2023 seguiu a tendência histórica de migração dos produtos físicos para os meios digitais, que já vinha sendo notada.

DEZEMBRO

A alta anual ocorre mesmo com o resultado negativo de dezembro de 2023, quando houve queda de 1,3% no volume de vendas na comparação com novembro. No caso do varejo ampliado, as vendas caíram 1,1% em dezembro.

A queda de 1,3% na passagem de novembro para dezembro representa o segundo resultado negativo e de maior amplitude do ano de 2023.

 

IMAGEM: Paulo Pampolin/DC

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