Chega de farsa!

‘Temos de mudar o rumo das ruas para obrigar o Congresso a sair de sua conveniente letargia e impor limites definitivos aos atuais sinistros da ditatoga’

Jorge Maranhão
02/Jan/2024
Mestre em filosofia pela UFRJ, dirige o Instituto de Cultura de Cidadania A Voz do Cidadão e autor de "Destorcer o Brasil, de sua cultura de torções, contorções e distorções barroquistas", e de “Curupira, o enganador do mundo e os doze dragões da maldade. Email: [email protected]
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Este é um manifesto dos homens de bem deste país, dos que tomam a iniciativa e de todos que o assinam! Precisamos urgentemente implantar a verdadeira democracia pois a que vivemos é uma farsa! E farsa só é divertida no teatro, não na vida pública! 

Democracia de verdade é feita de instituições fortes e imunes a escusos interesses de grupos de pressão políticos, ou desvirtuadas de suas missões constitucionais por infiltrados agentes públicos, sejam políticos profissionais, marajás, demagogos, militares de altos coturnos ou lagostíssimos magistrados. 

Como tudo em nossa cultura de jeitinho para não cumprir a lei, de conchavos políticos para não representar de fato os cidadãos eleitores, de chicana processual para não se fazer justiça e frouxidão moral e geral nos costumes sociais. 

Vamos fazer 40 anos de reconquista de uma democracia de araque desde a eleição de Tancredo Neves e não temos uma democracia real imune a golpes, fraudes, torções e distorções barroquistas, onde o que parecia ser para valer não é e o que é não parece ser. Pois democracia é quando o cidadão mandante manda nos governos e não quando os políticos mandatários mandam nos cidadãos. E se não temos isto o que temos é farsa!

Com exceção de 4 anos de um governante tido como tosco, mas que jamais jogou fora das quatro linhas da Constituição e onde se podia prever ações e decisões de um governo desde então sabotado do primeiro ao último dia de sua gestão, por todos os segmentos que perderam suas tetas no tesouro nacional. E a vingança veio, enfim, em conluio articulado pelos sinistros togados infiltrados no Supremo para servir aos mesmos que os indicaram.

Pois agora temos de colocar um freio nos abusos dos supremos sinistros que desvirtuam a constituição, assim como enquadrar os parlamentares que lhes são coniventes e que fazem uso de seus mandatos para proveito próprio e não de seus mandantes que somos nós os cidadãos eleitores que lhes pagam os altos contracheques e mordomias!  

E se a justiça no Brasil também é farsa, precisamos voltar às ruas com pautas únicas e objetivas. Embora vivamos numa ditadura de infiltrados do Supremo, embora tenhamos medo do terrorismo de estado que o mesmo implantou no Brasil desde o golpe eleitoral do ex-presidiário, não podemos recuar diante de um passado não muito distante de vitórias seguidas da cidadania quando pudemos experimentar o sagrado valor da liberdade. 

Na última década derrubamos a Dilma pedalada de triste memória, fizemos da Lava-Jato a maior operação anti-corrupção do mundo, colocamos na cadeia o chefe de todas as máfias, e elegemos o capitão contra os acertos de todos os poderosos que vivem das tetas do estado, como políticos corruptos do baixo clero, empresários corruptores, alta burocracia de marajás, sinistros lagostíssimos advogados do narcotráfico e da esquerda desmiolada, pérfidos generais-melancias, artistas e intelectuais viciados em subsídios da Rouanet, militantes de redação da grande mídia mamadores de milionárias verbas publicitárias estatais, pelegos sindicalistas, pseudo-intelectuais da esquerda-caviar de universidades públicas, e outros. 

Mas quando íamos desdobrar a Lava-Jato na Lava-Toga, o sistema reagiu e deu o golpe eleitoral do poder que “não se ganha, mas que se toma” e do “perdeu, mané”, perseguindo os conservadores com a sanha vingativa de prisões ilegais, cancelamentos das liberdades civis, censura de opinião, banimentos de cidadãos, confiscos de contas bancárias, cancelamento de redes sociais, cassação de passaportes, intimidação ostensiva e o golpe de misericórdia do 8 de janeiro oficializando um terrorismo de estado que nem na ditadura militar experimentamos e que teve agora o seu mártir. 

Mas o povo de bem do Brasil não está calado em definitivo, quando apenas demos uma recuada estratégica. O assassinato do Clezão não ficará impune, esta é a aposta cívica maior que nós, aqui abaixo-assinados, estamos a fazer! Por isso, desde domingo último, estamos a ensaiar a volta às ruas com pautas objetivas para mudar o sistema de apropriação da república pela delinquência política desses mesmos grupos de sempre, os mamadores de tetas do tesouro do chamado “estamento burocrático” do Estado.

Por isto temos de mudar o rumo das ruas para obrigar o Congresso a sair de sua conveniente letargia e impor limites definitivos aos atuais sinistros da ditatoga!

Pois representantes do povo sem representar o povo é farsa também! E eles sabem que 2024 e 2026 estão logo ali e não poderão fraudar tanta urna contra os candidatos da aliança de conservadores e liberais, em proveito desta nefasta esquerda que não tem coragem de colocar suas caras nas ruas.

O grande movimento dos cidadãos já começou com o grito de - Cala a boca, STF, centro de nossa desgraça política! Mandantes sem mandato, poder não-eleito, antro de chantagistas, rábulas do crime organizado e dos políticos corruptos, com a quase totalidade de seus membros alheia à carreira da magistratura, apenas a serviço dessas últimas décadas de políticos esquerdistas, eles que são os verdadeiros terroristas de estado à serviço de uma justiça farsante! 

Alto lá, retornem as suas funções de exegetas da Constituição ou não poderão mais sair às ruas! Quem faz política são os mandatários eleitos pelos cidadãos, o poder legislador do Congresso Nacional, pois urge eleger os melhores e não os piores de nós que não nos representam. Pois a farsa da representação política é mais farsante que a própria farsa teatral! 

O que só poderá ser revertido com uma pauta clara e objetiva das mudanças que os cidadãos exigem. E não do que convém a eles!

Para além do reenquadramento institucional do Supremo, que já começou a ser feito, temos de voltar às ruas com mais três inadiáveis reformas: pela contagem pública dos votos pelos próprios cidadãos eleitores, pela mudança do regime eleitoral de proporcional para distrital, para sabermos de fato para quem vai nosso voto, e pela cláusula revogatória de mandato (recall). 

São apenas três medidas urgentes para o estabelecimento, enfim, da plena democracia e da cidadania brasileiras! E não da farsa da vilania!

Com o nosso compromisso desde agora de que só votaremos em políticos publicamente compromissados com estas pautas. 

Os primeiros signatários deste manifesto se comprometem desde agora a ocupar pacificamente a “Casa do Povo” até que as mesas diretoras da Câmara Federal e do Senado Federal pautem os projetos de lei que contemplem estas reformas urgentes para o país até as próximas eleições de 2024 e que não poderão ser mais em caixas-pretas de burocratas da jabuticaba do serviço eleitoral, mas abertas à contagem pública dos votos pelos próprios cidadãos eleitores em cada uma das seções eleitorais de todo o país! Uma vez que até analfabetos sabe fazer troco, o que dispensa a farsa do “voto auditado” por empresas internacionais!

Mas precisamos nos animar mutuamente. E alguns de nós só irão agir se apoiados por milhões de nós. Precisamos, pois, alcançar um número expressivo de alguns milhões de assinaturas para que algumas dezenas entre os primeiros signatários deste manifesto tenham respaldo em ocupar as mesas diretoras do Senado e da Câmara, obrigando os mandatários da soberania popular a fazerem o que queremos e não o que eles querem ou lhes parece conveniente! 

Pois chega de farsa! Quando alguns deles se convencerem de que realmente seus mandantes somos nós e poderão perder seus mandatos, eles também agirão!

Bem-vindos todos ao bom combate! Chega de farsa Brasil! Queremos um país de verdade! 

Afinal, “a vida é luta renhida, viver é lutar! A vida é combate que os fracos abate! Que os bravos só pode exaltar!” Gonçalves Dias.

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 

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