Vou de tablet ou netbook?
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- Publicado em Segunda, 25 Julho 2011 19:23
- Escrito por Sérgio Vinícius
Em dezembro de 2010, a especialista de produto Helena Nacinovic resolveu comprar um tablet. Precisava de um equipamento leve para levar em viagens de negócios (e de lazer) ao redor do mundo. Optou por um iPad e desembolsou 900 euros. Em janeiro de 2011, ela vendeu o equipamento da Apple e comprou um netbook de 11 polegadas, com 500 GB de HD por US$ 800.
"Depois de dois dias de uso, percebi que o aparelho não atendia às minhas necessidades. Era um brinquedo caríssimo e sem utilidade", aponta a carioca de 31 anos. "Um exemplo: ele abria todos os sites no formato mobile e, com isso, vários recursos eram perdidos. Usar páginas de banco, em especial, era impossível. Sem contar problemas com backup de fotos, entre outros. Já o netbook é um computador menor, que me permite usar tudo o que preciso e quero como eu bem entendo", comenta a profissional, que tem também um desktop e um notebook, e usa-os para tarefas diárias e profissionais.
O problema enfrentado por Helena é comum. Normalmente, quando se pensa em aparelhos portáteis e de apoio a computadores mais robustos, como desktop ou notebooks, vêm à mente do consumidor os netbooks e os tablets. Entretanto, se parecem ter o mesmo perfil, são para usos e aplicações muito diferentes, de acordo com especialistas e fabricantes entrevistados pelo Diário do Comércio.
"Um netbook é ideal para quem precisa de mobilidade, mas que também tem grande necessidade de escrever textos, mensagens, artigos, conteúdo em geral. Trata-se de um computador pequeno, em que o usuário envia e inclui dados diversos", aponta Hamilton Yoshida, diretor de marketing integrado da Samsung, empresa que fabrica tanto tablets como netbooks ao redor do mundo. "Um tablet é usado em especial para quem quer receber informações, seja lendo revistas digitais, livros, artigos. O acesso à internet e os aplicativos são diferenciais, assim como a leitura e recepção de conteúdo multimídia."
Por conta dos perfis diversos, é indicado ao usuário, antes de decidir qual equipamento comprar, listar suas necessidades. "Deve-se levar em conta os objetivos pelos quais se busca o equipamento. Se a pessoa deseja prioritariamente consumir conteúdo durante sua mobilidade, o tablet pode ser melhor opção", explica Fernando Soares, gerente de novos negócios da HP. "Mas se precisa produzir conteúdo no qual o teclado é determinante, ou se maior capacidade de processamento é importante, o netbook é a melhor escolha."
Uso profissional.
Se, no Brasil, ainda há confusão sobre as aplicações de netbook e de tablets, no exterior já há um mercado formado tanto de um como de outro equipamento. Netbooks são usados por executivos. Tablets funcionam melhor em pontos de venda, e permite grande interação com o público.
Segundo Yoshida, na Europa e na Coreia do Sul, os tablets são usados em lojas para demonstrações de produtos para os consumidores. Tornaram-se espécie de vitrines portáteis, facilitando o acesso a descrições e outros dados. "Eles também são usados em hospitais, por exemplo. Em vez dos médicos carregarem fichas dos pacientes, acessam tudo por meio do portátil".





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