Foro de São Paulo: ‘contra o neoliberalismo’
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- Publicado em Quinta, 05 Julho 2012 23:49
- Escrito por DC

A18ª edição do Foro de São Paulo, que está sendo realizada pela primeira vez em Caracas (Venezuela), com participação de 600 convidados, aprovou, como primeiro ato oficial, uma dezena de declarações e resoluções, de autoria de parlamentares latino-americanos, em solidariedade a Cuba, Haiti e à reivindicação argentina pelas Ilhas Malvinas. O lema desta edição do Foro de São Paulo é: "Os povos do mundo unidos contra o neoliberalismo e pela paz".
Em uma série de declarações especiais, também foram defendidas a independência de Porto Rico, o direito de a Palestina "ser um Estado livre e independente" e a luta do povo boliviano. Os parlamentares aprovaram ainda uma resolução contra o que consideram o golpe de Estado no Paraguai e um texto de repúdio às "bases militares estrangeiras" instaladas em países da América Latina.
O Paraguai foi um dos temas prediletos nos primeiros debates, segundo a Agência Carta Maior. A senadora colombiana e defensora dos Direitos Humanos Piedad Córdoba disse ontem que "o que ocorreu no Paraguai é reflexo do golpe de Estado em Honduras, mas com uma cirurgia legislativa". Ela participa do Foro como representante do movimento colombiano Marcha Patriótica.
O eurodeputado espanhol Willy Meyer – membro da Esquerda Unida – disse que sem uma concertação em escala mundial será difícil fazer frente a situações como a que o Paraguai atravessa, "em função de que o golpe contra Fernando Lugo obedece a uma lógica política importada dos Estados Unidos". "O Paraguai necessita de uma resposta internacional da esquerda, porque a extrema-direita dos Estados Unidos está utilizando todas as vias para dobrar a vontade democrática dos povos", disse.
Jorge Mazzarovich, presidente da Comissão de Assuntos e Relações Internacionais da Frente Ampla, do Uruguai, destacou que acontecimentos como o Foro servem à unidade dos povos latino-americanos. No encontro, estão organizadas 14 oficinas temáticas, entre elas sobre defesa, democratização da informação e da comunicação, meio ambiente e mudança climática e migrações.






