Cachoeira na CPMI: nem uma gota.
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- Publicado em Terça, 22 Maio 2012 23:44
- Escrito por Agências

Sem algemas e usando um terno escuro bem cortado, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, chegou ontem para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a sua CPMI, escoltado do Presídio da Papuda ao Congresso, por 36 pessoas, entre policiais federais, agentes penitenciários e integrantes da Polícia do Legislativo.
Todo esse aparato para que ele deixasse senadores e deputados "fazendo papel de rídiculo", como afirmou a senadora Kátia Abreu (PSD-TO). Mas bem que ele avisou, assim que chegou na sala da CPMI: "Não falarei nada aqui".
Porém, foram necessárias pouco mais de duas horas para que os parlamentares percebessem e encerrassem a reunião em vez de ficar ouvindo "vou usar meu direito constitucional de ficar calado" ou "antes de depor no juiz eu não posso falar, não vou falar, depois disso vamos ver" e todas as variantes de "permaneço calado" para as perguntas dos parlamentares.
"Estamos perguntando para uma múmia, para um cidadão que não quer responder, então, não vou ficar dando ouro para bandido", disparou Kátia Abreu. O comportamento de Cachoeira irritou outros integrantes da comissão.
STJ nega pedido de liberdade. Defesa vai recorrer ao STF.
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- Publicado em Terça, 22 Maio 2012 23:39
- Escrito por Agência Estado

A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou ontem, por três votos a um, o pedido de liberdade ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O advogado de defesa Márcio Thomaz Bastos adiantou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) com os mesmos argumentos ao novo pedido de liberdade para seu cliente.
Para o advogado, não há necessidade de manter Cachoeira preso. Bastaria impor algumas restrições previstas em lei, como recolhimento do passaporte, comparecimento em juízo e proibição de viajar.
Votaram pela manutenção da prisão os ministros Gilson Dipp, Jorge Mussi e Marco Aurélio Bellizze. O único a votar pela liberdade do bicheiro foi o ministro Adílson Macabu. Ele justificou o voto dizendo que manter o contraventor preso significaria antecipar uma punição e ele ainda não foi condenado. Como o advogado de defesa de Cachoeira, Macabu também sugeriu algumas restrições ao bicheiro, como a obrigação de permanecer em domicílio à noite.
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