Sat05252013

Atualizado em:02:09:54 PM GMT

Correria para o pré-sal

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O governo antecipou em um mês – de novembro para outubro – a primeira licitação para a exploração das áreas do pré-sal. Está fazendo isso numa correria, depois de ter ficado cinco anos sem realizar qualquer leilão – nem nos campos de mar muito profundo nem  nos tradicionais  campos de mar de terra.
 
Neste período,  o que ocorreu de notável – e de desagradável – foi uma diminuição na produção brasileira de petróleo, com a Petrobras, de produtora autossuficiente, como comemorou o ex-presidente Lula no início de seu governo, transformou-se em uma grande importadora de petróleo e  de derivados. 
 
A presidente Dilma Rousseff procura agora redimir-se: primeiro, como conselheira de Lula, ministra das Minas e Energia e da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, e depois como presidente da República, ela foi uma das principais críticas da concessão de áreas de exploração de petróleo no Brasil.
 
Numa linha um tanto distante, é um pouco parecida com a campanha do "petróleo é nosso" dos anos 1950, responsável pela origem da Petrobras e pelos anos de crescimento lento da produção nacional, somente acelerada depois que o monopólio da estatal brasileira foi quebrado e outras empresas puderam entra no Brasil nas áreas de prospecção de produção do antigamente chamado "ouro negro".

Serra é picado por mosca azul

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José Serra não está disposto a enfrentar nenhuma das duas opções que o PSDB reserva  para ele em 2014: ser candidato a deputado federal e se eleger com uma votação  consagradora ou concorrer ao Senado na vaga que se abrirá com o término do mandato  de Eduardo Suplicy. 
 
O sonho do tucano paulista é voar mais alto, como tentar pela terceira vez se eleger presidente ou, no mínimo, retornar ao governo de São Paulo. Ele, no entanto, perdeu a legenda presidencial do seu partido para o senador mineiro  Aécio Neves e para o governo estadual o PSDB já garantiu a legenda para Geraldo Alckmin buscar a reeleição.
 
Se quiser ser candidato ao Planalto, Serra tem duas alternativas: tomar a legenda tucana  de Aécio Neves ou trocar o PSDB pelo Mobilização Democrática, o novo partido que  emergiu da fusão PPS/PMN.