Wed05232012

Atualizado em:03:09:19 AM GMT

Um mexicano emblemático

A primeira vez que vi Carlos Fuentes foi em meados de 1975, durante almoço em um sombrio salão da Embaixada do México na França, aonde meus pais me levaram para conhecer seu amigo de muitos anos. Meu pai e o pai de Fuentes já haviam sido amigos

de muitos anos. Com a mesma insolência que marcou minha relação com ele durante os 37 anos seguintes, com carinho e certo respeito, eu o repreendi, durante a refeição, por suas propriedades e por sua defesa do regime de Luis Echeverría.

O escritor , com 47 anos na ocasião, gostou o jovem e irreverente escritor da Sorbonne e a partir daquele momento comecei a visitá-lo em Paris, Princeton, México, Londres e  outras latitudes.

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Gigante de cinco olhos

Na mitologia grega, Argos Panoptes era um gigante de cem olhos, cuja fama era de ser excelente vigia, pois quando dormia mantinha aberta a metade de seus olhos. Depois de morto, segundo a lenda, Panotes foi transformado em pavão e seus olhos estampados na cauda da ave.

Daqui por diante, o Banco Central (Bacen) precisará ter a habilidade de Argos para vigiar nossa economia. Pelo menos cinco olhos deverão permanecer abertos para, simultaneamente, acompanhar o comportamento do mercado interno, o desempenho da economia mundial, os juros, o câmbio e a inflação doméstica. É uma equação delicada.

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