Mon05202013

Atualizado em:02:56:28 AM GMT

Tunísia: a ameaça da Al-Qaeda.

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Um manifestante morreu e outras 15 pessoas, a maioria policiais, ficaram feridas ontem depois que simpatizantes do grupo extremista islâmico Ansar Al Sharia entraram em conflito com a polícia da Tunísia em Kairouan e na capital, Túnis.

Os distúrbios ocorreram após o governo ter proibido o encontro anual do  movimento salafista, um dia antes de sua prevista realização. Segundo o premiê do país, Ali Larayedh, o Ansar Al Sharia está "envolvido no terrorismo". Essa é a primeira vez que o chefe do governo tunisiano classifica o movimento salafista, ligado à Al-Qaeda, como terrorista.

"Ansar Al Sharia  é uma organização ilegal que desafia e provoca a autoridade do Estado", disse Larayedh à televisão estatal antes de viajar ao Catar.

Larayedh, que pertence ao partido islamita Ennahda, líder do governo da Tunísia, ressaltou que deu "instruções claras que proíbem qualquer negociação com o Ansar Al Sharia" e com o seu líder, Abu Iyad, que "está envolvido em diversos atos de terrorismo e atualmente é procurado pelas forças da ordem".

Assad avança. Com a ajuda do Hezbollah.

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O Exército sírio, com apoio de militantes do grupo radical libanês Hezbollah, obteve ontem uma importante vitória na guerra contra os rebeldes ao tomar a estratégica cidade de Qusayr, na província de Homs. Pelo menos 52 pessoas morreram no conflito, a dez quilômetros da fronteira com o Líbano, segundo ativistas da oposição.

"O Exército sírio controla a principal praça de Qusayr, no centro da cidade, assim como os edifícios próximos, incluindo o do governo municipal, onde soldados hastearam uma bandeira síria", afirmou uma fonte anônima à agência de notícias AFP.

A ofensiva das forças do governo teve o apoio de tanques e caças. Tropas do governo sitiavam Qusayr havia semanas. As forças regulares sírias estão em campanha para recuperar o controle de uma série de cidades próximas da fronteira com o Líbano tomadas por rebeldes ao longo de mais de dois anos de guerra civil.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que pelo menos 80 mil pessoas já morreram no conflito da Síria,