O avanço das aéreas de menor porte
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- Publicado em Sexta, 10 Agosto 2012 00:18
- Escrito por Agências

As forças do regime da Síria impuseram uma dura derrota aos rebeldes após tomar ontem o bairro de Salaheddine, onde tem se concentrado a batalha pelo controle da cidade de Alepo, considerada decisiva para o desfecho do conflito civil no país.
Os insurgentes disseram que foram forçados a recuar devido aos bombardeios intensos, que reduziram edifícios a destroços.
"Houve algumas retiradas dos combatentes do Exército Sírio Livre em Salaheddine", admitiu o comandante rebelde Abu Ali. Outros afirmaram que as principais linhas de frente na área, que passou mais de uma semana sob o domínio rebelde, estavam agora desertas.
Relatos dão conta de que as ruas da maior cidade e centro econômico do país estão cobertas por estilhaços e escombros, com carros esmagados pela queda de destroços. Pairam os odores do lixo não coletado e dos cadáveres acumulados.
Um comandante rebelde que não quis se identificar disse à Reuters que 250 pessoas foram mortas em Salaheddine nos últimos quatro dias, principalmente por bombardeios e ataques aéreos.
Tropas do presidente Bashar al-Assad, apoiadas por caças e tanques, também atingiram as cidades de Tel Rifat e Hreitan, cerca de 40 quilômetros ao norte de Alepo e perto da fronteira com a Turquia. "O governo tenta cortar as linhas de comunicação de Tel Rifat a Alepo", disse o ativista Mohammed Saed.
Apesar da violência da repressão do regime sírio, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse ter entregue ontem alimentos e suprimentos médicos a Alepo. Foi o primeiro comboio a entrar na cidade nas últimas semanas.
Já moradores se esquivavam para buscar seus pertences, escondendo-se dos franco-atiradores nos telhados.
Com a escalada da violência, muitos buscam abrigo em outros países. O governo da Turquia informou ontem que o número de refugiados sírios atingiu 50.227, após mais de 5 mil sírios terem cruzado a fronteira nesta semana.
Diálogo - Enquanto a batalha de Alepo continua, o Irã, principal aliado de Assad na região, reuniu chanceleres em Teerã para discutir formas de solucionar o conflito, que completou 17 meses.
O Irã fez um apelo ao governo sírio e aos insurgentes a abrirem negociações de paz. O chanceler Ali Akbar Salehi disse aos diplomatas da Rússia, Paquistão, Afeganistão, Cuba, Venezuela e outros países que Teerã está preparada para ser anfitriã do diálogo.
Salehi afirmou ainda que o Irã se opõe a "qualquer interferência militar e estrangeira" e apoia os esforços da Organização das Nações Unidas (ONU) para acabar com a carnificina. Não existem indicações de que Teerã esteja reduzindo seu apoio a Assad, ao qual forneceu armas e homens.
Críticas - Os Estados Unidos, que não participaram da reunião, criticaram Teerã.
"Não temos dúvidas de que o Irã tem um papel nefasto, não só na Síria, mas em toda a região, através de seu apoio ativo ao regime de Assad", afirmou a embaixadora norte-americana na ONU, Susan Rice, à rede NBC.
Para a diplomata, o grupo radical libanês Hezbollah e o regime sírio formam um "eixo de resistência" com o país persa, que considera "ruim não só para o Irã, mas também para a região e os nossos interesses".
Ela disse ainda que a situação é "claramente favorável" à oposição, e a pressão econômica, aliada à deserção de membros do regime, aumentam o isolamento de Assad.
Substituto - Ontem, o líder sírio apontou um novo primeiro-ministro após a defecção de Riyad Hijab, na segunda-feira passada. O ex-ministro da Saúde Wael al Halki foi o escolhido.
A deserção de Hijab, que fugiu à Jordânia, foi um forte golpe moral ao regime.






