Sun05192013

Atualizado em:11:36:39 PM GMT

Gaza: isolada do mundo

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Após fechar uma vital passagem fronteiriça entre Egito e Faixa de Gaza, o governo egípcio começou a destruir a complexa rede de túneis entre o lado egípcio da Península do Sinai e o território palestino, que durante mais de uma década tem sido usada para contrabandear armas, pessoas e mercadorias, evitando os controles de fronteira.

As medidas foram tomadas após o ataque que causou a morte de 16 guardas de fronteira no último domingo. O governo egípcio diz que os atiradores envolvidos no atentado chegaram de Gaza ao Egito pelos túneis.

O isolamento de Gaza levou o chefe de governo do Hamas no território palestino, Ismail Haniyeh, a pedir ao Egito que reabra a passagem de Rafah, que está interditada desde domingo. Ele prometeu auxiliar as investigações sobre o ataque, que levou à maior mobilização militar egípcia no Sinai em quase 40 anos.

"Peço ao meu irmão, o presidente egípcio, Mohammed Morsi, que abra a fronteira de Rafah, que retome uma linha vital para Gaza", disse Haniyeh, acrescentando que os responsáveis pelo ataque no Sinai estavam conspirando para que Israel endureça o bloqueio imposto a Gaza desde que o Hamas assumiu o poder na região, em 2007.

Haniyeh disse ainda que o Egito está impondo uma "punição coletiva" ao fechar a fronteira de Rafah, por onde geralmente passam cerca de 800 pessoas por dia – único acesso ao restante do mundo para a maioria dos moradores de Gaza.

Vastas regiões do Sinai, uma península desértica e montanhosa, ficaram sem policiamento e controle militar após a queda do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011.

Israel diz que grupos jihadistas palestinos estão se infiltrando no Egito e aproveitando o vácuo de segurança para se aliar a militantes locais.

Apesar da operação militar egípcia, atiradores voltaram a atuar no Sinai, metralhando uma delegacia em Al-Arish ontem. Ninguém ficou ferido. O incidente se seguiu a novos ataques contra postos de controle na cidade.

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