Thu05232013

Atualizado em:03:00:54 AM GMT

Brasileiros combatem no Haiti

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O feriado prolongado no Haiti foi marcado por confrontos entre ex-soldados do antigo Exército do país e tropas brasileiras que integram a Minustah – as forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), que são comandadas militarmente pelo Brasil. 

A Minustah auxiliou uma operação da polícia haitiana que resultou na prisão de cerca de 50 ex-militares. 

Os ex-soldados aproveitaram as comemorações do feriado do dia da bandeira, na sexta-feira passada, para protestarem em todo o país pela volta do Exército haitiano. Nos últimos meses, esses ex-militares voltaram a se reunir e a treinar com armas, pressionando o governo do presidente Michel Martelly. Eles haviam dado um prazo até a última sexta-feira para que o governo anunciasse planos para as Forças Armadas. 

Em uma forma de protesto, os militares foram às ruas em marchas cívicas na capital Porto Príncipe e outras três cidades do interior. Na capital, em frente ao Palácio Nacional, algumas centenas de ex-soldados, grande parte deles uniformizados e armados, atacaram os soldados brasileiros da Minustah, que faziam a segurança no local. 

"Esse grupo atacou as tropas brasileiras, que responderam e contornaram a situação com armas não letais'', informou o porta-voz da parte militar da missão, o norte-americano Jim Hoeft. Segundo ele, não houve feridos. 

A polícia haitiana aproveitou o momento de turbulência e, com a ajuda da Minustah, realizou uma operação na principal base ocupada pelos ex-soldados, em Camp Lamantin, em Carrefour, distrito na região de Porto Príncipe. O local era considerado o quartel-general dos ex-militares. 

As forças de paz da ONU invadiram a antiga base militar. As estimativas iniciais apontam que cerca de 50 ex-soldados foram presos por porte irregular de armas. 

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