Liderança com barcos
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- Publicado em Domingo, 12 Fevereiro 2012 22:54
- Escrito por Agências

Quando foi contratado pelo Palmeiras, o atacante argentino Hernán Barcos chegou a dizer que pretendia fazer 27 gols nesta temporada. O primeiro já saiu no sábado: foi o segundo na vitória por 3 a 0 sobre o Ituano, no Pacaembu (Patrik e Artur fizeram os outros dois). O resultado valeu à equipe alviverde a liderança do Campeonato Paulista, com o mesmo número de pontos (17) e vitórias (5) do Corinthians, porém com saldo de gols superior (8 contra 6).
“Se ele fizer tudo isso de gol mesmo, nossa! Vai ter churrasco o mês inteiro para os atletas. É muito gol”, brincou o técnico Luiz Felipe Scolari após a partida. “Estou contente pela vitória e estamos caminhando bem. O Palmeiras é forte e muito sólido. Estamos no caminho certo”, afirmou o próprio Barcos, que no sábado fez apenas seu primeiro jogo como titular. Na quarta, ele já havia entrado no segundo tempo da vitória (3 a 2) sobre o XV de Piracicaba.
Além do atacante argentino, o outro destaque do líder Palmeiras foi, uma vez mais, o volante Marcos Assunção. De seu pé direito saíram duas assistências, para os gols de Artur e do próprio Barcos. “Sou o mais velhinho, eles têm que me escutar”, brincou o jogador de 35 anos, referindo-se aos companheiros. “Eles me obedecem porque eu corro menos e eles se movimentam para me dar mais opção e assim criar mais chances.” O técnico Felipão parece não se incomodar com o fato de sua equipe ser tão dependente das bolas paradas que vêm do volante. “É situação de jogo. Quando se tem um cobrador do nível do Assunção, não posso ficar lamentando. Tenho que usar isso mesmo”, explicou o treinador.
Fora dos dois últimos jogos do Palmeiras, o atacante Luan poderá ficar muito mais tempo longe da equipe. As dores nos pés que o fizeram ser poupado de treinamentos e jogos parecem ser mais graves do que o esperado. Ele corre o risco de ser operado e ficar pelo menos dois meses fora de combate.
Luan sofre com uma inflamação em um osso na sola do pé, que o faz sentir dor quando corre ou entra numa dividida. O médico do Palmeiras, Rubens Sampaio, disse que a lesão afetava os dois pés e está melhorando, mas, mesmo assim, a tendência é que o atacante seja mesmo operado. “Na literatura médica devemos esperar seis meses de tratamento clínico antes da cirurgia. Mas o futebol não permite isso e, em breve, vamos decidir o que fazer. Ele tinha o problema nos dois pés. O direito melhorou, mas o esquerdo não. Vamos ver o que dá para fazer”, contou o médico.
“É uma situação que incomoda bastante. Tem vezes que me preocupa, tem vezes que não. É um assunto que o departamento médico precisa decidir”, disse o técnico Luiz Felipe Scolari. Sem Luan, Felipão tem escalado Maikon Leite no ataque e o meia Patrik no meio-de-campo, o que deixa a equipe um pouco mais ofensiva. A chance de testar novas opções para armar o Palmeiras tem sido bem aproveitada pelo técnico. Como as vitórias estão aparecendo - já são quatro seguidas -, ele tem tido tranquilidade para mexer as peças.
Um jogador que ganhou muito espaço no grupo é o volante João Vitor, que passou a ser a primeira opção no banco de reservas entre os volantes. Tanto que Chico não foi nem relacionado para a partida de sábado contra o Ituano. “Vocês devem pesquisar quantas vezes a equipe perdeu com o João Vitor em campo, seja desde o início ou entrando no decorrer do jogo. Ele pode ser considerado um amuleto do time”, disse Felipão. Uma reunião nesta segunda pode sacramentar a contratação do volante Wesley. O Palmeiras deve pagar 6 milhões de euros (R$ 14 milhões) ao Werder Bremen, da Alemanha, em três parcelas - uma agora, outra em fevereiro de 2013 e a última em fevereiro de 2014.




