Agora é a libertadores
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- Publicado em Domingo, 12 Fevereiro 2012 22:49
- Escrito por Agências

Bastou o primeiro tempo para decidir a sorte do clássico entre Corinthians e São Paulo, disputado debaixo de muita chuva, no domingo, no Pacaembu. Aos 21 minutos, Danilo, de cabeça, fez Corinthians 1 a 0. Aos 44, Os são-paulinos tiveram a chance do empate, mas o meia Jadson desperdiçou a cobrança de um pênalti, chutando a bola por cima do gol. E ficou nisso.
O resultado de 1 a 0 para o Corinthians manteve o Palmeiras na liderança do Campeonato Paulista, por superar o próprio alvinegro no saldo de gols. Também ajuda os corintianos a entrarem com mais moral nesta semana em que começa a disputa da Libertadores (leia mais na página 23). Já o São Paulo, no Paulista, caiu para quarto, ultrapassado também pelo Guarani.
De olho no jogo de estreia na Libertadores, na próxima quarta-feira, contra o Deportivo Táchira, na Venezuela, o técnico Tite poupou três titulares corintianos: o meia Alex e os atacantes Liedson e Emerson. Do lado do São Paulo, Emerson Leão, que já vem se acostumando com os desfalques importantes por lesão do goleiro Rogério Ceni e do atacante Luis Fabiano, não conseguiu contar com a volta do lateral-direito paraguaio Piris, vetado em um teste físico.
No segundo tempo, o que aconteceu de mais importante foi a expulsão do zagueiro são-paulino João Felipe, que jogou improvisado na lateral direita e fez uma falta dura em Jorge Henrique. Mas no clássico em que só se falava da reestreia do meia Douglas no Corinthians (ele entrou durante a partida e jogou apenas os últimos minutos), quem deu as cartas foi o também meia Danilo. Não só pelo gol que definiu a vitória, mas pela atuação convincente, criando e armando as principais jogadas do ataque junto com Jorge Henrique.
“Foi importante ter vencido, isso dá moral e confiança para a gente”, disse Danilo, já projetando a estreia do Corinthians na Libertadores. “Temos de estar preparados agora para fazer um bom jogo na Venezuela.” Já Douglas confessou que ainda está abaixo de sua forma ideal: “A perna inchou. Mas foi bom ouvir a torcida gritar meu nome.”
Do lado são-paulino, o zagueiro João Filipe, expulso logo depois de o técnico Leão fazer suas três substituições, saiu de campo como o grande vilão. “O que o Jorge Henrique fez está acostumado a fazer sempre. É um direito dele. Se ninguém conhecesse ele, e não tivéssemos avisado sobre isso no vestiário, aí tudo bem. Só que o erro foi de quem fez isso nele”, disse o treinador do São Paulo, reclamando abertamente da postura de João Filipe, que, irritado com uma possível provocação do corintiano Jorge Henrique, cometeu uma falta feia e desnecessária.
Ao ser expulso, o são-paulino saiu de campo reclamando da arbitragem. “Eu não fui violento, não fiz nada. Ele pulou”, resumiu João Filipe. Só que o técnico do São Paulo não quis dar bola para as lamentações de seu zagueiro improvisado na lateral direita. “Não temos de sacrificar ninguém, mas algumas observações temos de fazer. Quando o atleta vai mal e comete muitos erros, e tem a infelicidade de ser o agressor na falta, temos de poupá-lo de comentários abertos. Quanto menos falar, mais passa tranquilidade para ele. Não foi um bom jogo para ele, assim como para outros”, avaliou Leão.




