Wed05232012

Atualizado em:03:09:19 AM GMT

Todos atrás do São Paulo

Três vitórias nos três primeiros jogos. Dos 20 times que disputam o Campeonato Paulista, somente São Paulo e Corinthians podem se orgulhar desse aproveitamento de 100%. No saldo de gols (primeiro critério de desempate quando, como neste caso, há também igualdade no número de vitórias), o Tricolor supera os corintianos (6 contra 4), graças aos 2 a 1 de sábado sobre o São Caetano, no Morumbi.

 

Além desses, outros times correm atrás da liderança. Como o Paulista, que ganhou as duas primeiras e no domingo empatou em casa com o Santos (1 a 1). O Mogi Mirim, que depois de também ganhar  duas perdeu a primeira, em casa, para a Ponte Preta (3 a 1). O Guarani, que no domingo voltou a ganhar, 2 a 0 no Ituano. E os ainda invictos Palmeiras, que voltou de Catanduva com mais um empate, o segundo, 1 a 1 com o Grêmio Catanduvense (leia mais na página 20), e  Santos, que ainda jogando com o time reserva conseguiu segurar o Paulista  em Jundiaí.

O Corinthians tem muitos motivos para agradecer o resultado obtido na rodada do fim de semana. Primeiro, porque  conseguiu fazer 1 a 0 no Linense, domingo, no Pacaembu, com um gol solitário marcado por Emerson já aos 34 minutos do segundo tempo. Depois, porque  escapou de sair perdendo quando, ainda aos 37 do primeiro, o árbitro Marcelo Rogério anulou injustamente um gol de cabeça do gigantesco zagueiro Fabão, de 2,04 metros de altura, marcando uma falta inexistente no corintiano Danilo. “Quando é a nosso favor, é falta. Quando é a favor deles, não é”, saiu reclamando o jogador do Linense.

 Diego Macedo, camisa 8 do time do interior, afirmou que durante o intervalo o árbitro “pediu desculpas pelo gol do Fabão anulado. Mas desculpa pra gente não ganha os três pontos”. O técnico corintiano, Tite,  não poupou seus comandados: “Tivemos consistência, mas faltou a jogada terminal, o agudo. Tem que ter a faca entre os dentes para fazer o gol. Deve ter tido 60% ou mais de posse de bola. O time tem que ir pra dentro. E isso careceu.”

Além da falta de decisão dentro de campo, Tite criticou a pouca  empolgação do time ao fazer o gol. Um recado direto ao atacante Emerson, que quase não comemorou ao marcar o tento da vitória. “Foi a cobrança que fiz dentro do vestiário. Tem que ser intenso naquilo que você conquistar. Não pode ser obrigação. Você faz gol como se fosse natural, mas não é. Tem que ter a gana de vencer. Faltou isso à nossa equipe, essa vibração. Precisa valorizar as pequenas conquistas. As grandes conquistas vêm com isso.” Na saída do vestiário, o meia Alex confirmou a bronca do treinador: “Ele falou bem sério mesmo.”

 Emerson  preferiu destacar a raça mostrada pelo Corinthians e pediu paciência aos torcedores, tendo em vista o fato de que as equipes do interior tiveram maior tempo de preparação para a competição: “São times que estão treinando desde novembro. Então, os torcedores têm de ter paciência com a gente. Mas, aos pouquinhos, chegamos lá.”

   

Também no domingo, em Jundiaí, o Santos atuou pela última vez com sua equipe reserva. Mesmo assim, conseguiu um ótimo empate fora de casa, diante do Paulista, que vinha de duas vitórias. Os anfitriões saíram na frente com um gol de Renan Marques, logo aos 8 minutos de jogo,  mas Alan Kardec selou o 1 a 1 aos 29 do segundo tempo. Foi o  quarto gol do jogador, um dos artilheiros da competição, ao lado de Hernane, do Mogi Mirim. Alan Kardec, aliás, marcou absolutamente todos os gols do Santos até aqui neste Paulistão.

Agora, os reservas santistas devolverão as vagas aos titulares deixando o time em um honroso sétimo lugar, rigorosamente empatado com o Palmeiras. Na próxima rodada, diante do Oeste, na quinta-feira, às 21 horas, na Vila Belmiro, o Santos voltará a contar com alguns de seus principais jogadores. Eles entram só agora no campeonato porque voltaram tarde de férias, devido à disputa do Mundial de Clubes.

A equipe da casa começou o jogo com muita velocidade, deixando o adversário sem reação. Aos 8 minutos, o Paulista chegou ao seu primeiro gol. Danilo Gomes deu lindo passe para Renan Marques, que aproveitou-se do erro de marcação da defesa e tocou na saída do goleiro Aranha.

Com o gol, o time de Jundiaí relaxou, diminuiu o ritmo e deixou o Santos jogar. No entanto, e mesmo com mais espaço para jogar, os visitantes esbarravam em suas limitações técnicas e continuavam a criar suas melhores chances em contra-ataques, principalmente pelo lado esquerdo.

Os jogadores do Santos devem ter ouvido muita bronca de Muricy Ramalho, porque voltaram para o segundo tempo acordados. Em dois minutos, criaram duas chances. A primeira com Anderson Carvalho, que fez grande jogada pela esquerda, abriu caminho pelo meio e bateu forte. Vagner fez boa defesa. Um minuto depois, o goleiro do Paulista voltou a aparecer bem. Rentería recebeu passe de Felipe Anderson, passou por três marcadores, ganhou a dividida e tocou na saída de Vagner, que impediu o empate.

Assim como no primeiro tempo, os dois times diminuíram o ritmo depois dos 15 minutos iniciais. O técnico Muricy Ramalho tentou melhorar o lado direito do Santos, colocando Breitner no lugar de Tiago Alves, mas a mudança não surtiu muito efeito.

Aos 29 minutos, o Santos chegou ao empate. Cobrança de escanteio pela direita, a zaga do time da casa bateu cabeça e Alan Kardec ficou com a sobra. Ele bateu, Vagner chegou a tocar na bola, mas não evitou que ela entrasse.

Com o empate, os dois times foram em busca da vitória. O Paulista chegou com perigo com Danilo Gomes, que finalizou mal, enquanto o Santos apostava na velocidade de Dimba e Breitner. Mas o placar terminou mesmo em 1 a 1.

“Temos que ter paciência. É um grupo jovem que quer aparecer”, explicou Alan Kardec, referindo-se aos jogadores que vêm atuando no Paulista até aqui. “Mas temos que aprender rápido, porque time grande precisa de vitórias.”

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