Fri05242013

Atualizado em:05:24:31 PM GMT

Conselhos para o Brasil, do novo diretor geral da OMC.

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Para o embaixador Roberto Azevêdo, eleito novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil não deve se preocupar com os saldos negativos na balança comercial, mas precisa discutir a competitividade de seus produtos no exterior.
 
Segundo ele, déficit comercial não representa necessariamente um problema, pois pode significar um maior nível de internacionalização do País.  "Pode ser uma situação até positiva. Com a compra, por exemplo, de produtos de tecnologia, informática, que geram empregos. Precisamos olhar para a competitividade. Essa é a questão que vai se colocar para o governo brasileiro", disse, durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado. 
 
Segundo Azevêdo, o País não deve se envergonhar de ser um grande produtor agrícola, mas precisa avançar em outros setores. "Se não fôssemos um grande exportador agrícola, seria uma ineficiência inexplicável, porque todos os recursos estão aí. Temos capacidade técnica, tecnológica, de clima. Mas temos condição de atuar em todas as frentes. É importante migrar para uma produção com maior valor agregado. De commodities brutas para agregadas. Não é difícil. O que precisamos é ter um salto de competitividade", afirmou. 

Desemprego tem leve alta em abril

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A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País subiu pelo quarto mês seguido e chegou a 5,8% em abril ante 5,7% em março e 6% em abril do ano passado, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado está acima do esperado pelos agentes econômicos mas. Mesmo em alta, essa é a menor taxa da série histórica do IBGE, iniciada em 2002, para os meses de abril. Já o rendimento da população mostrou ligeira queda, 0,2%, no mês passado ante março, ao atingir R$ 1.862,40. Isso representa 1,6% acima do registro de abril de 2012.
 
Por sua vez, a população ocupada caiu 0,1% em abril na comparação com março e aumentou 0,9% ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 22,906 milhões de pessoas nas regiões avaliadas.
 
A população desocupada – que inclui empregados temporários dispensados e desempregados em busca de  colocação – chegou a 1,414 milhão de pessoas em abril, alta de 3% ante março, e queda de 3,3% sobre um ano antes.  O mercado de trabalho formal havia aberto, em abril, 196.913 vagas de trabalho.