Infraero cria lanchonete popular
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- Publicado em Segunda, 06 Agosto 2012 21:50
- Escrito por Agências
Nos terminais do Galeão e do Santos Dumont, no Rio, o passageiro que vai fazer um lanche antes de pegar o avião tem a sensação de que os preços decolaram antes dele. Produtos vendidos nas lojas dos aeroportos chegam a custar o triplo do que é cobrado em shoppings e lanchonetes da cidade. Com a chegada das classes C e D ao saguão de embarque, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) decidiu agir: até o fim do ano, 11 aeroportos do País terão uma lanchonete "popular", com preços controlados.
No Galeão, um casal de Araxá, Minas Gerais, achou demais os quase R$ 27 pagos pelo almoço do seu bebê, Henrique, de apenas 1 ano. "Lá em nossa cidade, um quilo de comida não passa de R$ 30. Aqui, chega a R$ 50", disse o empresário Paulo Márcio Silva, que considera o Rio mais caro do que Nova York, onde morou por cinco anos.
O superintendente de negócios comerciais da Infraero, Claiton Resende Faria, considera adequados os preços. "É natural que os preços nos terminais sejam maiores, pois o custo operacional das lojas também é maior. Elas precisam funcionar todos os dias do ano, 24 horas por dia. Logo não se pode comparar uma loja de aeroporto com um botequim", afirmou Faria.
Mas a Infraero admite que os passageiros da chamada nova classe média, que passaram a viajar de avião nos últimos anos, podem achar os preços proibitivos. A solução foi licitar espaços para lanchonetes com preços baixos e tabelados. O concessionário é obrigado a cumprir o preço por um ano. Ao fim do período, a Infraero pode avaliar a possibilidade de reajuste.
A ideia é introduzir as lanchonetes populares nas cidades-sede da Copa de 2014. No Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba, uma delas começou a funcionar há algumas semanas. Lá, uma lata de refrigerante não custa mais de R$ 3,20




