Wed05222013

Atualizado em:09:57:54 PM GMT

Hospitais aproveitam boa economia

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O segmento hospitalar é um dos que não só tem atraído investimentos – mas também tem investido bastante – pelo amplo espaço que possui para se expandir, inaugurando unidades de hospitais de excelência em locais como a região da zona leste da Capital paulista – caso do Hospital São Luiz, por exemplo. Isso porque o mercado de saúde aumentou nos últimos cinco anos, puxado pelo crescimento da economia, geração de empregos, maior renda e estabilidade, e pelo desejo do brasileiro de ter serviços de saúde privados, afirma o diretor executivo-financeiro da Rede D'or São Luiz, Carlos Vasques.

"Conforme o IBGE, no segmento hospitalar, enquanto a oferta de leitos no País reduziu em cerca de 11 mil nos últimos anos, o número de segurados de planos aumentou em 18 milhões de pessoas. Ou seja, há um claro descasamento entre demanda e oferta de serviços." 

A rede carioca, inclusive, é uma das que vem investindo para acompanhar esse crescimento do mercado. Em 2010, anunciou a compra das unidades Morumbi, Anália Franco e Itaim do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, assim como os hospitais  Assunção e Brasil, no ABC Paulista. Em abril, adquiriu também o Hospital Nossa Senhora de Lourdes, no bairro paulistano do Jabaquara.

"O tamanho da nossa rede e a expertise nos tem permitido melhorar continuamente a qualidade assistencial, e sermos também eficientes com os custos. Assim, conseguimos seguir com nosso plano de investimentos", disse Vasques, sem revelar valores. Atualmente, segundo ele, a rede tem 4 mil leitos em quatro estados e nove cidades. 

Essa migração de extratos sociais, que faz com que o novo público tenha acesso a serviços de excelência em saúde, também leva hospitais de referência a investirem na ampliação da área de atendimento, como o Albert Einstein e o Sírio-Libanês, ressalta Álvaro Escrivão Jr., do núcleo GV Saúde.

O Einstein, por exemplo, inaugurou em agosto de 2010 a unidade Perdizes-Higienópolis. Em maio deste ano, foi a vez do Pronto Atendimento da unidade avançada Ibirapuera e, em junho, da unidade Paulista de ensino, com cursos de pós-graduação em saúde. Tudo isso, segundo o hospital, integra seu Plano Diretor de expansão até 2012, com investimentos de R$ 520 milhões.

O ano de 2010 também foi marcado pela expansão das atividades do Sírio-Libanês, período em que foi inaugurada a unidade Itaim, com investimentos de R$ 35 milhões. Em junho de 2011, inaugurou a primeira unidade fora do estado: o Centro de Oncologia, em Brasília. De acordo com o hospital, as inaugurações estão inseridas em um grande projeto de expansão, que inclui a própria sede, na Bela Vista, para dobrar sua capacidade de atendimento, com investimentos em torno de R$ 600 milhões até 2013. 

Esses hospitais também podem assumir, em parte, gestões que seriam de hospitais públicos, por serem filantrópicos e terem contrapartida na isenção de impostos. "É uma das vantagens que recebem para se expandir", completou Álvaro Escrivão Jr.

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