Mon05202013

Atualizado em:02:56:28 AM GMT

Dólar retoma alta e fecha a R$ 1,8826

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O dólar comercial encerrou em alta de 0,7% ontem, cotado a R$ 1,8826. A moeda alcançou o maior valor de fechamento desde o dia 25 de novembro, quando estava a R$ 1,8864. Na quinta-feira passada, o dólar havia alcançado R$ 1,8815, o maior valor do ano até então. A moeda acumula variação de 3,09% no mês e 0,75% no ano.

 

Na sexta-feira, depois de cinco altas seguidas, o dólar comercial havia fechado em queda de 0,63%, cotado a R$ 1,8695.

 

A moeda norte-americana chegou a subir mais de 1% durante o pregão, mas perdeu um pouco os ganhos ante o real quando tornou-se evidente ao mercado que o Banco Central (BC) não atuaria no mercado por meio de leilões de compra de dólares à vista.

 

Na última sexta-feira, o BC fez um leilão à vista, com a moeda em torno de R$ 1,87, sendo que, na quinta-feira, quando a divisa norte-americana chegou perto de R$ 1,90, não atuou. O Banco Central  realizou compras de dólares no mercado à vista duas vezes por dia em cinco dias seguidos nas últimas duas semanas, configurando uma atuação mais firme e levando a divisa dos Estados Unidos para próximo de R$ 1,90.

 

O gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel, disse acreditar que o mercado operou na expectativa de que o BC pudesse intervir, já que ainda há dúvidas sobre o patamar da moeda a ser atingido para atuação da instituição. "Ainda não há um piso, acho que o BC está esperando e administrando a moeda", afirmou Battistel.

 

O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, também diz acreditar que a moeda norte-americana subiu devido ao cenário externo negativo. Mas, ao contrário de Battistel, avaliou que o BC já indicou que pode atuar para impedir que a moeda não caia abaixo de R$ 1,87.

 

De acordo com ele, é provável que essa atuação mantenha o dólar entre R$ 1,87 e R$ 1,89, mas, eventualmente, e dependendo também do cenário externo, o mercado pode testar patamares mais elevados, em aproximadamente  R$ 1,90, e mais baixos, próximos de R$ 1,85.

 

Dados negativos e tensão política derrubam bolsas

 

As ações europeias caíram para uma mínima de três meses e entraram em uma trajetória turbulenta, na medida em que o agravamento das condições econômicas globais e a incerteza política na França e na Holanda ameaçaram aprofundar a crise na zona do euro. Nos EUA, as bolsas também recuaram. O índice Dow Jones perdeu 0,78%, o S&P 500 caiu 0,84% e o Nasdaq teve baixa de 1%.

 

O índice FTSEurofirst 300 das principais ações europeias fechou em queda de 2,32%, aos 1.021 pontos. O índice de ações dos bancos da zona do euro, que detêm a maior parte da dívida da região, desceu quase 4%, para níveis que não eram vistos desde o fim de novembro, antes da primeira oferta de empréstimos ultrabaratos de três anos do Banco Central Europeu (BCE).

 

O recuo generalizado registrado ontem veio em linha com dados que mostraram que a atividade do setor privado na zona do euro caiu inesperadamente em abril, de acordo com os mais recentes índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês).

 

O PMI do Instituto Markit da região recuou para 47,9 pontos ante 49,2 em março, atingindo seu menor nível em cinco meses, abaixo da previsão de 49,3.

 

Os números divulgados amorteceram esperanças de que a zona do euro emergeria logo da recessão e prejudicam potencialmente os esforços dos governos para equilibrar seus orçamentos.

 

"A dinâmica da economia na zona do euro está enfraquecendo e vai ser mais difícil para os governos atingirem metas fiscais em um ambiente de frágil crescimento", afirmou o estrategista da J.P.Morgan Emmanuel Cau.

 

O impasse político na Holanda, aliado próximo da Alemanha nas medidas de impulso de austeridade, também levou preocupações de ordem fiscal aos mercados ontem, assim como os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais na França, no último domingo.

 

Na ocasião, o candidato socialista, François Hollande, que prometeu renegociar um compacto orçamento europeu, venceu Nicolas Sarkozy. Ambos disputarão o segundo turno em 6 de maio.

 

As bolsas asiáticas caíram, mas as perdas foram contidas depois da divulgação de um relatório que mostrou que a atividade industrial chinesa se estabilizou em abril, aliviando preocupações sobre uma forte desaceleração na segunda maior economia do mundo.

 

O índice preliminar de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do HSBC mostrou que a atividade industrial subiu, novos negócios cresceram após recuo em vários meses e os pedidos de exportação aumentaram, embora não suficientemente para a pesquisa do setor privado de índice de compras retornar ao território de expansão.

 

O índice, que é a primeira indicação da atividade industrial da China para o mês, subiu para 49,1 pontos em abril ante 48,3 em março, mas continuou abaixo de 50, indicando contração da atividade.

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