BB lucra R$ 12,12 bilhões em 2011
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- Publicado em Terça, 14 Fevereiro 2012 22:47
- Escrito por Agências
A exemplo de Itaú e Bradesco, o lucro do Banco do Brasil (BB) em 2011 foi recorde. Mas, diferentemente dos concorrentes privados, os números do BB agradaram aos investidores. As ações do banco subiram 4,1% ontem, ante uma perda de 1% do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). A nota negativa do balanço foi o resultado do Votorantim, ao qual o BB se associou em 2009.
O maior banco brasileiro em ativos – deve chegar a R$ 1 trilhão neste mês – ganhou R$ 12,1 bilhões, variação positiva de 3,4% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, porém, o lucro recuou 26% na comparação com igual período de 2010, para R$ 2,97 bilhões.
A desaceleração do ganho foi causada, em parte, pelo mau desempenho do Banco Votorantim, que teve prejuízo de R$ 656 milhões nos três últimos meses do ano passado. Em um primeiro momento, executivos do BB atribuíram as perdas a dois fatores: adequação antecipada do Votorantim a uma nova regra do Banco Central que só entra em vigor neste ano e alta da inadimplência em razão de medidas do próprio BC adotadas no fim de 2010.
Ontem à tarde, o presidente do Votorantim, João Teixeira, informou que o banco não se antecipou ao BC. O prejuízo, explicou, foi causado pela inadimplência maior.
Os calotes cresceram por causa das medidas macroprudenciais do Banco Central em dezembro de 2010. Na ocasião, o objetivo era esfriar a economia por causa da aceleração da inflação. Uma das áreas mais atingidas foi o financiamento de veículos, carro-chefe do Votorantim.

A inadimplência do banco – que contabiliza os atrasos superiores a 90 dias – encerrou 2011 em 4,5%, ante 3,6% do terceiro trimestre e 1,4% do último trimestre de 2010. Dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef) mostram que, no setor, também houve aumento: de 2,5% para 5%, entre os meses de dezembro de 2010 e de 2011.
Teixeira afirmou que a conjuntura difícil levou o Votorantim a promover uma profunda reforma a partir de setembro. Entre as medidas já postas em prática estão restrições maiores à concessão de empréstimos e aumento das provisões contra perdas.
"Escolhemos o caminho mais difícil, que terá efeito no balanço também em 2012. Mas fortalecemos as bases para crescer de forma mais sustentada a médio e longo prazos", argumentou.
Melhor do que o esperado – O lucro e outros resultados do BB em 2011 superaram as projeções dos analistas. Por isso, as ações do banco tiveram expressiva valorização na Bovespa ontem. Especialistas destacaram a rentabilidade sobre o patrimônio superior a 20%, a estabilidade da inadimplência e a qualidade da carteira de crédito.
A carteira de crédito ampliada, que engloba as garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, atingiu R$ 465,093 bilhões, com crescimento de 5,3% no trimestre e de 19,8% em 12 meses. Com isso, a participação do Banco do Brasil no mercado de crédito atingiu 19,2% em dezembro.
A instituição financeira destaca, no balanço divulgado ontem, a evolução nas operações de crédito imobiliário para pessoas físicas, que tiveram início no segundo trimestre de 2008. Ao final do ano passado, o saldo nesse segmento alcançou R$ 6,035 bilhões, com elevação de 20% ante o mês de setembro.
O volume desembolsado no quarto trimestre foi de R$ 1,098 bilhão, com aumento de 96,5% sobre igual trimestre em 2010. Para as empresas, o desembolso foi de R$ 391 milhões nesse período e o saldo da carteira alcançou R$ 1,571 bilhão.
O montante da carteira de crédito para pessoas físicas (R$ 130,589 bilhões) registrou aumento de 15,5% em dezembro ante igual intervalo no ano anterior e de 3,8% sobre setembro. Para pessoas jurídicas, o saldo (R$ 210,167 bilhões) apresentou crescimento de 5,6% no trimestre e de 19,2% no ano.




