Sun05192013

Atualizado em:11:36:39 PM GMT

A falta de mão de obra qualificada

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A falta de mão de obra qualificada para operar equipamentos que movimentam cargas nos portos do País já preocupa os empresários. Segundo José Cândido Senna, coordenador-geral do Comitê de Usuários de Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), "há uma defasagem grande entre a capacitação do trabalhador portuário e as exigências trazidas pelas novas tecnologias incorporadas aos portos pela iniciativa privada". O temor do coordenador do Comus é que esta falta de qualificação iniba os investimentos privados nos terminais.
 
Hoje, os trabalhadores portuários são provenientes, prioritariamente, do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo). Porém, a MP dos Portos 595 prevê que os portos privados poderão ignorar esta determinação e ir ao mercado para contratar seus trabalhadores. Para Senna, esta seria a garantia que o empresário necessita. Além da falta de qualificação, outro receio relativo ao modelo atual de contratação recai sobre a possibilidade de os terminais privados terem de empregar profissionais ociosos do Ogmo."O uso de mão de obra é cada vez menor por causa do nível de automação dos novos guindastes e demais equipamentos de movimentação. O empresário não pode ser obrigado a contratar um número de trabalhadores acima do que realmente necessita", diz.

Argentina e Brasil pioram clima econômico na América Latina

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A deterioração da economia Argentina puxou a piora do clima econômico na América Latina no trimestre encerrado em abril. O recuo das expectativas no Brasil, maior economia da região, ao lado do México, ajudou a agravar o Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) em parceria com o instituto alemão Ifo.
 
A percepção futura e o clima econômico ainda são favoráveis no País, mas vêm se deteriorando desde outubro de 2012, o que acende o sinal amarelo.
 
O ICE na América Latina recuou de 5,5 pontos no trimestre encerrado em janeiro para 5,2 pontos no trimestre findo em abril.
 
No Brasil, o indicador passou de 5,9 em janeiro de 2013 para 5,6 no trimestre encerrado em abril de 2013, dado ainda positivo, mas abaixo da média histórica dos últimos dez anos (6,1).