Tue05212013

Atualizado em:12:46:38 AM GMT

Turismo faz o possível para se manter

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Uma estratégia adotada pelas agências de turismo para manter as vendas de pacotes internacionais é "congelar" a cotação do dólar. 
 
Na Stella Barros – tradicional em destinos norte-americanos como a Disney, na Flórida – as viagens para brasileiros estão sendo vendidas a uma cotação de dólar a R$ 1,90 nas próximas duas semanas. 
 
Segundo a gerente comercial da Stella Barros, Carla Calil, a medida foi possível porque a a empresa tinha reservas de pacotes  em dólares antes do aumento da cotação. 
 
A variação cambial do último mês causou um impacto de 12% nos preços dos pacotes internacionais, o que equivale a um aumento no preço do pacote turístico em torno de R$ 1 mil. 
 
O proprietário da Freeway Turismo, Arnaldo Werbrowsky, conta que  também está trabalhando com o dólar congelado em R$ 1,90 para manter as vendas e evitar um sentimento maior de retração  por parte dos clientes.  "Conseguimos fazer isso em parceria com os fornecedores, mas todo dia revemos o valor", diz.  Para a Freeway, agência especializada em destinos de ecoturismo, a elevação do dólar deixou o consumidor mais cauteloso e paralisado. "Conseguimos reverter esse quadro e a procura se manteve", afirma Werbrowsky.
 
Na opinião do vice-presidente de Assuntos Internacionais da Associação Brasileira das Agências de Viagem (ABAV), Leonel Rossi Júnior, o congelamento do dólar abaixo de R$ 2 acaba tendo um efeito psicológico importante para o viajante brasileiro fechar o seu pacote. 
 
"É uma política que está sendo feita pelas agências, na qual elas podem manter a atração de vendas", diz. 
 
Para Rossi Júnior, o ideal é que o dólar se estabilize, mesmo que no patamar de R$ 2, para que o turista brasileiro se acostume e possa se programar para viajar com segurança. "Ninguém cancelou pacotes por causa do dólar. O que pode acontecer é o consumidor querer esperar a moeda cair de novo para fazer a compra", revela.

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