Grécia derruba bolsas na Europa
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- Publicado em Terça, 08 Maio 2012 20:44
- Escrito por Agência Estado
As bolsas europeias fecharam em queda ontem, já que o impasse político na Grécia alimenta temores de mais turbulência econômica na zona do euro. O índice de ações grego caiu para o menor nível em quase duas décadas. O índice Stoxx Europe 600 terminou a sessão em baixa de 1,67%, aos 250,58 pontos.
Em Atenas, o líder da Nova Democracia, Antonis Samaras, declarou que era impossível formar um governo de coalizão. Com isso, abriu-se uma porta para o segundo maior partido, a Coalizão de Esquerda Radical (Syriza), que prometeu renegociar as condições dos resgates para a nação.
O ASE, da bolsa de Atenas, caiu 3,62%, fechando a 620,54 pontos, no menor nível desde novembro de 1992. National Bank of Greece recuou 8,4%. O índice grego havia fechado em queda de 6,7%.
Os bancos também registraram baixas na França, com BNP Paribas em queda de 3,79%), Société Générale com recuo de 4,75% e Crédit Agricole em retração de 2,61%. O índice CAC 40, da bolsa de Paris, caiu 2,78%, para 3.124,80 pontos. EDF fechou em baixa de 3,26% após seus papéis serem rebaixados pelo Goldman Sachs e com a eleição de François Hollande para a presidência da França percebida como algo de possível impacto sobre ativos nucleares, tarifas e no valor do grupo.
Na bolsa de Frankfurt, o índice DAX caiu 1,9%, fechando a 6.444,74 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 recuou 0,8%, a 7.006,90 pontos.
O FTSE MIB, da bolsa de Milão, teve baixa de 2,37%, para 13.936,70 pontos. Em Londres, o índice FTSE apresentou queda de 1,78%, fechando a 5.554,55 pontos.
Por outro lado, em Portugal, o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, registrou alta de 0,88%, para 5.261,07 pontos.
Flexíveis – Ontem, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que as regras fiscais da União Europeia são suficientemente flexíveis para absorver circunstâncias individuais de cada Estado membro, mas os países que receberam ajuda financeira não têm alternativa a não ser implementar medidas de austeridade. "Estados membros vulneráveis que ficaram sob escrutínio atento dos mercados, como Espanha, precisam enfrentar sua situação fiscal como parte da construção da confiança", recomendou Barroso.
"Países membros com mais espaço fiscal deveriam deixar seus estabilizadores automáticos em pleno funcionamento." Ainda assim, ele alertou que, embora a comissão vá analisar os méritos de cada país e aceite o "princípio da diferenciação", os países que receberam ajuda, como Grécia, Irlanda e Portugal, devem continuar a conter os gastos.
"Países com programas (de ajuste com o FMI) não têm outra opção além da consolidação fiscal que não seja um default desorganizado, o que não é uma opção", alertou.
Pacote – A zona do euro planeja pagar o próximo desembolso de ajuda para a Grécia no dia 10 de maio, confirmou a Comissão Europeia, mas os pagamentos futuros dependerão da situação política do país. O pagamento de 5,2 bilhões de euros é o mais recente de inúmeros pagamentos negociados em março, quando o segundo pacote de socorro foi aprovado pelos ministros da zona do euro.
O comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, disse que deve haver primeiro uma missão à Grécia de um grupo de inspetores da Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu.




