Tue05222012

Atualizado em:01:49:38 AM GMT

China importa mais minério brasileiro

A China importou 15,4 milhões de toneladas de minério de ferro do Brasil em janeiro, alta de 16% na comparação com o mês anterior, mostraram dados da alfândega chinesa divulgados ontem. O Brasil figura como o segundo exportador de minério de ferro para a China.
Ao todo, o país asiático, que é o maior importador global da commodity, comprou 59,3 milhões de toneladas, queda de 7% quando comparado com o resultado de dezembro, com as entregas do principal fornecedor, a Austrália, recuando 8,5%, para 26,8 milhões de toneladas.
 
As importações do insumo da Índia caíram 5% quando confrontadas com as de dezembro, chegando a 4,49 milhões de toneladas.
 
Os três importantes produtores de minério – que são a Austrália, Brasil e Índia – forneceram 78,7% das importações totais da China no último mês, na comparação com os 74,7% verificados ao ao longo do ano de 2011.
 
Já as importações de fornecedores de menor importância para os seus negócios, como o Irã, caíram 25% quando comparadas ao mês anterior, para 710,7 mil toneladas.
 
Operadores disseram que provavelmente importariam menos do Irã, em meio a preocupações com as sanções internacionais que poderiam afetar entregas e os pagamentos.
 
Dependência –Durante 2011 a China diversificou suas importações de minério de ferro. Essa ampliação da pauta,  em geral, favoreceu a África do Sul, mas não conseguiu reduzir sua dependência de seus principais provedores, que são a Austrália e Brasil, de acordo com dados do departamento aduaneiro chinês.
 
Por muitos anos, as autoridades chinesas disseram que o fornecimento do insumo da Índia e de outros países poderia ajudar a romper o domínio das três principais produtoras de mineral de ferro do mundo: as mineradoras australianas BHP Billiton e Rio Tinto, e a brasileira Vale.
 
Mas, em 2011, a China importou 64% do material desses países, sem variação em relação ao ano anterior. A exemplo da queda registrada nos primeiros meses de 2012, as compras na Índia caíram cerca de 24% no ano passado, em meio a queixas pelo declive da qualidade. As compras da África do Sul aumentaram cerca de 22%, mas a Índia continua sendo o terceiro provedor da China, entregando um volume equivalente ao dobro daquele entregue pelos  sul-africanos.
 
As compras de minério de ferro gerais aumentaram 10,94% no ano passado porque a indústria siderúrgica da China continuou crescendo, frente à desaceleração do crescimento econômico interno. A estratégia da diversificação da China levou o país a buscar mineral de ferro em lugares como Mauritânia e Mianmar.
 
Para analistas, o crescimento de fontes não tradicionais é um reflexo dos fornecimentos restringidos, uma boa demanda e preços altos, mais do que uma estratégia explícita de reduzir a dependência de Austrália e Brasil, informaram os analistas. (Reuters)
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