Alto movimento, risco maior de fraude.
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- Publicado em Terça, 15 Novembro 2011 19:51
- Escrito por Fátima Lourenço

A movimentação do comércio aquecida pelas compras de Natal não deve arrefecer os cuidados dos lojistas com as fraudes. Nesta época do ano, o varejo poderá ficar mais vulnerável ao recebimento de cheques adulterados e notas falsas. "É importante que o varejista tenha um cuidado redobrado e conte com um serviço de informação como o oferecido pela Boa Vista Serviços (BVS)", disse o diretor de inovação e sustentabilidade da empresa, Fernando Cosenza.
A Boa Vista Serviços administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e o SCPC Cheque. Cosenza explicou que a consulta do lojista aos serviços, além de indicar se o crédito solicitado, ou cheque emitido, representa algum risco, tem, no caso do cheque, o efeito colateral de proteção do consumidor. "No site www.consumidorpositivo.com.br oferecemos o S.O.S Cheques e Documentos, onde a pessoa pode registrar a perda ou roubo de documentos e cheques.
"Com o registro, o evento entra na base de dados da BVS, consultada pelas empresas do varejo na hora da compra com cheques", detalhou o executivo. Ao consumidor, ele alerta que o procedimento não substitui o necessário boletim de ocorrência sobre o episódio. Quanto às notas falsas, é importante usar as informações do Banco Central (BC) (www.bcb.gov.br) e fazer o treinamento dos funcionários para detectar eventuais problemas, recomendou.
Variações – Os golpes contra empresas acontecem, efetivamente, ao longo de todo o ano. O economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, mencionou, entre eles, o do boleto, geralmente aplicado a empreendimentos recém-constituídos. O remetente adota nome semelhante ao de uma entidade de classe idônea na tentativa de dar credibilidade à cobrança.
"Eles enviam o boleto, como se fosse uma cobrança compulsória. Ninguém é obrigado a se associar a uma entidade", disse Solimeo. O economista recomendou que, na dúvida, o empresário consulte a entidade ou peça orientação ao seu contador.
Protestos – Os falsos protestos também merecem atenção dos empresários ao longo de todo o ano. Em 2010, o sócio do escritório Gaiofato Advogados Associados, Alexandre Gaiofato de Souza, recebeu várias consultas de clientes submetidos a essa tentativa de golpe.
"Não há tendência de aumento das ocorrências no Natal, mas o golpista do falso protesto aposta na pressa. O estelionatário tem uma percepção grande do momento", comentou.
Nesse tipo de ação, a pessoa liga para a empresa e se identifica como funcionária de um cartório de protesto. Ela informa sobre a existência de um ou mais títulos protestados e avisa que o pagamento deve ser feito por depósito bancário. Para passar credibilidade, fornece um falso número telefônico (de um comparsa) do cartório mencionado, para que a empresa confirme a informação.
Geralmente, explicou Souza, a ligação é feita para um funcionário da empresa. "Os cartórios de protestos não fazem esse tipo de telefonema", alertou o advogado. Quem se deparar com uma situação como essa, deve questionar dados sobre o número do título protestado, nome do emitente e tipo de dívida. Além dessas informações, deve confirmar o número telefônico do cartório mencionado. "Não se deve fazer nada sob pressão", recomendou Souza.
Listas – Em plena era da internet, vale lembrar que ainda sobrevive o golpe da lista telefônica. Souza explica que a exemplo do que acontece nos falsos sequestros, também no golpe da lista é a própria vítima – geralmente um funcionário da empresa – quem passa as informações. Em síntese, a empresa é solicitada, por telefone, a passar seus dados cadastrais para inclusão do mencionado anúncio em lista telefônica.
O funcionário envia as informações, em documento devidamente assinado e a partir daí o golpista constrói um ambiente de pressão, alimentado por falsos contratos assinados e troca de documentos por e-mail. Já há, acrescentou Souza, uma variação do golpe, em que o contato é feito por uma suposta empresa de cobrança.
A internet, atualmente, também serve de porta de entrada para os golpistas, merecendo, portanto, cuidados da rede corporativa para preservar os sistemas e evitar roubos de dados empresariais.




