Cenário difícil para os mercados
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- Publicado em Domingo, 15 Janeiro 2012 20:17
- Escrito por DC/Agências

Os mercados até iniciaram a semana passada com um certo otimismo, reagindo ao bom resultado de um leilão de títulos da Alemanha logo na segunda-feira.
O Ibovespa, principal referência dos negócios com ações brasileiras, subiu em vários pregões e o dólar voltou aos patamares de meados de novembro. Mas bastou a expectativa de rebaixamento de notas de países europeus – inclusive da França, confirmada depois do fechamento no
Brasil – pela agência Standard & Poor's, que dominou as conversas nas mesas de operação na sexta-feira, para os sinais se inverterem.
O Ibovespa fechou a semana com alta acumulada de 0,93%, depois de ter recuado 1,29% na última sessão do período, para 59.146 pontos. Além do cenário negativo, um movimento de realização de lucros impediu que o índice superasse 60 mil pontos.
No Brasil, o dólar comercial fechou a sexta-feira valendo R$ 1,792 para venda, com alta de 0,39%. No caso da moeda norte-americana, limitou uma valorização mais acentuada a expectativa de mais entradas de recursos externos no mercado brasileiro, resultados de captações de empresas e do próprio governo.
O economista-chefe da BGC Liquidez, Alfredo Barbutti, afirmou, na sexta-feira, que um eventual corte dos ratings de países europeus não é uma boa notícia. Ele observou, entretanto, que o impacto desse evento pode ser limitado, uma vez que a injeção de liquidez pelo Banco Central Europeu (BCE) no sistema bancário e a relativa solidez nos indicadores econômicos norte-americanos apontam um quadro menos preocupante.
"Considerando esse cenário, acredito que os mercados podem voltar a se estabilizar nos próximos dias", disse. De qualquer maneira, existe uma grande expectativa em torno da abertura das bolsas europeias nesta segunda-feira. Se o resultado for muito ruim, há poucas chances de os mercados brasileiros escaparem.
Os investidores nesta semana também devem operar aguardando o fim da primeira reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom). Os prognósticos indicam continuidade da tendência de queda da taxa básica de juros (Selic), hoje em 11% ao ano. A decisão do Comitê será anunciada na quarta-feira depois de fechados os mercados. (DC, com agências)




