Tue05212013

Atualizado em:10:46:40 PM GMT

As emoções no comando

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Excesso de confiança e extrapolação – quando se acredita que uma tendência do passado vai se repetir  no futuro – são os traços de comportamento comuns ao investidor tanto aqui quanto lá fora (veja quadro). Essa é a opinião de Wei Xiong, professor de economia da Universidade Princeton. Ele ministrou uma palestra sobre o comportamento do investidor em evento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), na semana passada. Na ocasião, disse que o brasileiro está passando por um bom momento, no qual avança cada vez mais rumo à diversificação.
 
A maioria de suas pesquisas avalia o efeito do comportamento dos investidores na bolsa, da qual ele é um defensor. Para ele, o mercado acionário é uma alternativa que não se deve deixar de lado. "Todos deveriam investir em ações. Nos Estados Unidos, por exemplo, o retorno é alto e acima de 6% em relação a outras aplicações. Mas é preciso diversificar a carteira e aprender a investir em ações de menor risco e maior retorno, como nos ensina Harry Marcowicz (o pai da Moderna Teoria do Portfólio, prêmio Nobel de Economia de 1990)", diz.

O desafio de superar o Ibovespa

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Volatilidade, incerteza e mau desempenho das blue chips (as ações mais negociadas na bolsa) têm afetado o resultado do Ibovespa, que neste ano acumula queda de 9,59%. O momento é ruim para a pessoa física posicionada em blue chips (tradicionalmente as preferidas do pequeno investidor), mas bom para quem tem conhecimento de mercado. Segundo Carlos Massaru, vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a maioria dos fundos de ações de gestão ativa (aqueles que não se limitam a replicar o índice) conseguiu um um desempenho melhor em abril.

Mauricio Gallego (foto), sócio-diretor da Set Investimentos – empresa que tem R$ 250 milhões em ativos sob gestão – diz que é preciso selecionar boas empresas para investir, independentemente de elas estarem ou não no Ibovespa. "A pessoa física ganhou muito dinheiro aplicando nas blue chips, em um período de sete ou oito anos. De 2008 para cá isso mudou. Há muitas empresas que estão fora do índice e que dão bons retornos aos acionistas", afirma.