Mon05202013

Atualizado em:02:56:28 AM GMT

Viva Paris!

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Charles Trenet (1913-2001) é patrimônio francês. Um símbolo. Compositor, artista plástico, poeta. Foi guru de Charles Aznavour e inspirou Yves Montand (1921-1991). Cantor intimista, Trenet encarava a plateia com jeito discreto. Até meio tímido. Montand fazia o contrário. Gostava de ser showman, à moda americana, mais ou menos como o crooner Sammy Davis Jr (1925-1990), um mestre do sapateado e  cômico versátil, além de ótimo imitador (a caricatura que criou de Jerry é impagável). Trenet parou Paris no dia de sua morte (18 de maio); ouvia-se Douce France  por todos os cantos da cidade. É o selo de sua arte: "...Cher pays de mon enfance/Bercée de tendre insoucience/Oui je t´aime/Et je donne ce poème..."  Na década de 1940, essa canção virou hino da Resistência, durante a ocupação nazista.

Montand, cosmopolita, dividia-se entre os shows e o cinema. Atuou em dois filmes emblemáticos, ambos de 1986: Jean de Florete e A Vingança de Manon. E marcou presença como galã em Adorável Pecadora, com Marilyn Monroe (1960). São clássicos de Trenet: La Mer, Que Rest-il de Nos Amours, Revoir Paris, Vous Qui Passez Sans Me voir; En Avril à Paris... Clássicos de Montand: A Paris, Fleur de Seine, La Vie en Rose, Sous Le Ciel de Paris, L´âme de Poètes, Les Feuilles Mortes, Ne Me Quitte Pas...

Trenet e Montand celebraram Paris com alma de poetas. Cada um à sua maneira. Não poderia ser diferente. E Sammy? "Clown" do groupie Sinatra/Dean Martin/Peter Lawford/Joe Bishop, formou com eles o antológico Rat Pack. Nesse clube, atuaram em alguns momentos as atrizes Shirley MacLaine, Lauren Bacall e Judy Garland. Sucesso do crooner Sammy Davis Jr., cuja data de nascimento se comemora hoje: Chicago!, o seu prefixo.

 

 

Para cantar um grande amor

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"Que c'est triste Venise, au temps des amours mortes..."

Foi a voz do cantor franco-armênio Charles Aznavour que imortalizou Veneza - conhecido destino dos casais apaixonados - como cenário da solidão de um grande amor desfeito. Na canção, certamente a mais famosa de suas quase mil composições, o imenso espelho d'água cruzado por gôndolas é um lugar triste quando se está só.

Em turnê latino-americana com o show En Tout Intimité, Aznavour interpretará a canção-símbolo de seu repertório - primeiro lugar na Billboard em 1964-1965 -, para o público paulistano nesta quinta (16) no Espaço das Américas. Quem quiser ter o prazer de ouvi-lo em sua quarta viagem ao Brasil ainda encontra algumas poucas dezenas de ingressos disponíveis. Outras canções clássicas de seus 57 anos de carreira também fazem parte do repertório, como She (tema do filme Um Lugar Chamado Notting Hill), La Bohême, La Mamma, Ave Maria e Les émigrants.

O cantor, que é também ator e embaixador armênio na Suíça, onde reside, desde 2009, completa 89 anos no dia 22 de maio e comemorará seu aniversário no Brasil. Com uma agenda repleta de shows para os meses de maio e junho na América Latina, Aznavour - que cantou no Rio no início da semana - se apresentará em Porto Alegre nessa data. Depois, segue para Recife, Santiago do Chile e Buenos Aires.