Marilyn, sedutora e engraçada.
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- Publicado em Quinta, 02 Agosto 2012 22:44
- Escrito por Lúcia Helena de Camargo

A comédia Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, EUA, 1959, 119 minutos) volta às salas de cinema de São Paulo nesta sexta (3). Estrelado por Marilyn Monroe (1926-1962), cuja morte completa 50 anos no domingo (5), ao lado de Jack Lemmon e Tony Curtis, o filme conta a história de dois músicos desempregados (Lemmon e Curtis) que, ao testemunhar um tiroteio entre gângsteres, acabam se envolvendo com mafiosos de Chicago, durante o período da Lei Seca.
Eles fogem disfarçados de mulheres e se integram a uma banda feminina de jazz de Miami. São as duas mais novas e menos atraentes do grupo. Até que uma cantora carente, Sugar Cane (Marilyn) se apaixona por uma das "meninas" e um playboy pela "outra".
A comédia celebrizou a frase "Bem, ninguém é perfeito", dita em um dos momentos finais, pelo homem apaixonado.
Filmado em 1958, Quanto Mais Quente Melhor teve clima tenso nas filmagens. Mas é considerada por grande parte dos críticos a interpretação mais magistral da carreira da atriz. Na pele da cantora Sugar Cane, ela faz sua mágica de misturar ar inocente e doçura a grande dose de sedução. A atuação levou a crítica Pauline Kael, sempre ferina, a afirmar que no filme "Monroe tem talvez sua atuação mais característica, o que significa que está ao mesmo tempo encantadora e desconcertante."
Em 2001, o filme foi escolhido por críticos de cinema americanos a mais engraçada comédia de todos os tempos, em uma enquete do American Film Institute.
Depois desse, Marilyn faria ainda mais três longas, antes da morte aos 36 anos, por ingestão excessiva de soníferos: Adorável Pecadora (Let's Make Love , 1960); Os Desajustados (The Misfits , 1961) e Something's Got to Give (inacabado e jamais exibido, 1962). Mas Quanto Mais Quente Melhor é sem dúvida o mais emblemático dos filmes estrelados pela diva. A maioria das pessoas provavelmente nunca o assistiu em tela grande. Embora disponível em formato DVD, vê-lo no cinema é uma experiência bem mais rica. Ficará em cartaz por tempo indeterminado, em uma única sala do circuito Itaú.
Para homenagear a atriz será aberta a mostra A Sedução de Marilyn, no Museu Afro Brasil, na terça (7). Serão expostas pinturas, fotografias, instalações, objetos e filmes. Parque Ibirapuera, portão 10. www.museuafrobrasil.org.br







