Tue05222012

Atualizado em:12:01:15 AM GMT

Sai de cena o 307, entra o 308.

A Peugeot do Brasil apresentou, nesta semana, o hatchback 308, modelo que substitui o 307 e tentará reforçar as vendas da marca que vinha perdendo espaço neste segmento. Com a expectativa de vender 12 mil carros ainda neste ano, a montadora de origem francesa comercializará o modelo com preço a partir de R$ 53.990 na versão mais barata – o aposentado 307 deixou de ser comercializado quando custava o mesmo valor.

Apesar do modelo de entrada não ter sofrido nenhum aumento, já nesta versão as novidades aparecem. O veículo é mais moderno e chega ao mercado com o novo motor 1.6 bicombustível que utiliza o inédito sistema Flex Start, que dispensa o uso do tanquinho de gasolina para ajudar a ignição em dias frios, pré-aquecendo o etanol. Apresentado há poucos meses, o motor fabricado no Brasil oferece 122 cv a 5.800 rpm, quando abastecido com etanol, e 115 cv com gasolina a 6 mil rpm. O torque é de 16,4 kgfm e 15,4 kgfm, sempre a 4.000 rpm.

A versão de entrada, a Active 1.6 com câmbio manual, traz de série, entre outros itens, ar-condicionado, direção eletro-hidráulica, air bag duplo frontal, freios ABS, computador de bordo e CD Player MP3 com comando na coluna de direção e roda em liga leve de16 polegadas.

Com o motor 2.0, ele ganha desempenho melhor e vários itens de conforto e tecnologia com preço de R$ 59.990 – câmbio manual – e podendo chegar a R$ 70.990 na versão top de linha – Feline 2.0 com câmbio automático. Esta versão traz teto panorâmico, luzes diurnas em LED, sensor de estacionamento, controle de estabilidade e de tração e tem como único opcional o GPS com tela retrátil. Este motor entrega 151 cv e 22 kgfm com etanol e 143 cv e 20 kgfm com gasolina.

Fabricado na Argentina, o 308 não é um projeto novo – já é comercializado desde 2008 na Europa. Após ser modernizado, em 2011, chega ao Brasil e promete se destacar em vários itens. Um deles pelo novo motor 1.6 l., que além de dispensar o uso do tanquinho oferece uma potência interessante. Outro ponto forte é o porta-malas de 430 litros, o maior da categoria.

Após rodar por cerca de 140 quilômetros com as duas motorizações, podemos garantir que ambas não decepcionam quanto ao  fôlego. Os conjuntos que utilizam o câmbio manual nos deixaram ainda mais felizes, já que o câmbio automático é de quatro velocidades. Não que esta transmissão seja ruim, pelo contrário, mas a própria Peugeot indica que esta foi uma solução para não encarecer ainda mais o veículo. A versão 308 HP, que será mostrada no próximo Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro,  utilizará um câmbio com seis velocidades.

Outra novidade que deve ser apresentada no mesmo evento será o Peugeot 208, que não substituirá o 207. Os dois modelos devem conviver pacificamente em nosso mercado e tentar ampliar as vendas da marca.

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