Rua das Noivas clama por segurança
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- Publicado em Domingo, 04 Setembro 2011 20:44
- Escrito por André de Almeida
Furtos e roubos já se tornaram corriqueiros em grandes cidades como São Paulo. E na sua zona central, mais especificamente no bairro da Luz, não poderia ser diferente. Comerciantes e entidades da região, cansados dos crimes, reivindicam reforço para o policiamento local, principalmente na tradicional rua São Caetano, a Rua das Noivas. Os empresários relatam que a ocorrência de roubos é constante na entrada da rua São Caetano pela avenida Tiradentes e na conhecida passarela Rua das Noivas.
Para tentar obter mais segurança para a área, empresários estabelecidos nas imediações da rua São Caetano procuraram o Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo (Sindilojas-SP). A entidade, por sua vez, já contatou o comando da Polícia Militar da região e espera que, junto com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), medidas sejam tomadas para diminuir o número de ocorrências.
Vítimas - De acordo com o diretor do Sindilojas-SP, Aldo Nuñez Macri, boa parte das queixas veio de comerciantes filiados à entidade, reclamando, principalmente, de pequenos furtos e roubos em seus estabelecimentos e na passarela Rua das Noivas. "Trata-se de uma situação delicada, já que a maioria das vítimas é de mulheres, geralmente mais suscetíveis aos bandidos. Essas consumidoras, que chegam de várias regiões do Brasil, também são escolhidas por andarem com dinheiro no bolso", afirmou.
A Secretaria de Segurança Pública não possui, por exemplo, o número exato de ocorrências registradas na rua São Caetano, pois são contabilizadas por Distrito Policial (DP). O 3º DP Santa Efigênia, em cuja área de abrangência está a rua São Caetano e adjacências, registrou, de janeiro a julho deste ano, mais de 1,8 mil roubos e 4,5 mil furtos. A estatística, no entanto, não é exata, uma vez que grande parte das vítimas não registra boletins de ocorrência.
Vigilante – Um dos comerciantes atingidos que procurou o Sindilojas-SP foi Marcelo Carvalho, proprietário de uma loja nas proximidades da esquina entre a rua São Caetano e a avenida Tiradentes. Depois de tentarem arrombar a porta da frente de sua loja quase uma dezena de vezes, o empresário resolveu, junto com outros lojistas vizinhos, contratar um vigilante particular para trabalhar no turno da noite.
"Gostaríamos que houvesse um aumento do efetivo policial na região. Um dos maiores problemas é a presença de alguns 'nóias' que vêm da área da Cracolândia. Além de criarem um clima de insegurança, praticam pequenos delitos no bairro", disse Carvalho. Segundo o empresário, muitos consumidores deixam de comprar na região por medo de serem roubados ou furtados, fato que acaba prejudicando as vendas.
Interação - Informado sobre as recentes ocorrências na região, o presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro, Antonio de Souza Neto, disse que a entidade já entrou em contato com o comando da PM para averiguar o que acontece no local.
"Estamos tentando implantar o conceito de Polícia Comunitária na Rua das Noivas e adjacências. Com essa medida, os policiais terão mais interação com comerciantes e moradores", disse Souza Neto. Segundo ele, no entanto, o sucesso da operação vai depender, principalmente, do poder de articulação e mobilização da comunidade e das lideranças locais. De acordo com o presidente do Conseg Centro, a PM informou que mais 16 policiais serão alocados para a região, para policiamento diurno e noturno.
A proposta de implantar a Polícia Comunitária na região tem o apoio do diretor do Sindilojas-SP. Segundo Aldo Macri, a ideia é interessante e já se mostrou bons resultados em outros locais, como na praça da República, por exemplo. "Por permanecerem na região, os policiais criam vínculos com os comerciantes e passam a conhecê-los melhor. Essa proximidade é válida", afirmou Aldo.
Ofício - Segundo o superintendente da Distrital Centro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), José Alarico Rebouças, a entidade está acompanhando de perto a comunicação dos delitos na região da Luz, mas ainda não recebeu nenhuma reclamação formal de seus associados.
"Estamos à disposição dos comerciantes para elaborar um ofício e entregarmos à Polícia Militar e ao Ministério Público. A situação, do jeito que está, não pode continuar, já que se trata de um dos principais polos comerciais da cidade", concluiu o dirigente.





