Ônibus atropela e mata dono da Lorenzetti em SP
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- Publicado em Segunda, 13 Junho 2011 20:52
- Escrito por Agências
O empresário e ciclista Antonio Bertolucci, 68 anos, morreu ontem de manhã depois de ser atropelado por um ônibus de turismo em uma alça de acesso à Avenida Sumaré, na zona oeste de São Paulo. Bertolucci era presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti, fabricante de duchas e chuveiros.
O ciclista chegou a ser levado para o Hospital das Clínicas, mas morreu um minuto após dar entrada ao local, às 9h36 da manhã. em nota, a empresa lamentou o acidente, e informou que Antonio Bertolucci deixa mulher e seis filhos.
O acidente ocorreu quando o empresário passava ao lado da Praça Caetano Fraccaroli, que dá acesso à avenida. Segundo testemunhas, o empresário teria perdido o equilíbrio e caído. O ônibus de turismo passava ali e atropelou-o. O atropelamento ocorreu por volta das 9h20.
O motorista do ônibus disse à polícia que trafegava pelo acesso à avenida Paulo 6º quando ouviu um barulho ao fazer a curva. Ele afirmou só ter visto o ciclista, pelo retrovisor, quando ele já estava caído no chão, entre o veículo e a guia da calçada. Segundo o boletim de ocorrência, Bertolucci foi atingido pelo pneu dianteiro do lado direito do ônibus. A ocorrência foi registrada no 14º DP (Pinheiros), que vai investigar as circunstâncias do acidente.
Passeios diários –Bertolucci também era acionista do Grupo Lorenzetti. A empresa foi fundada por seu avô, Alessandro Lorezentti, em 1923, e até hoje é controlada pela família. Ele trabalhava lá desde os 18 anos de idade. A sede da empresa funciona na Mooca, na zona leste de São Paulo, para onde o ciclista ia todo dia de carro depois de pedalar durante duas horas.
As pedaladas do empresário ocorriam entre as 7h e as 9h. O trajeto era sempre o mesmo: de sua atual residência, nas proximidades do Shopping Iguatemi, no Jardim Paulistano, até sua antiga casa no Sumarezinho (zona oeste). No caminho, passava na padaria para comprar pães frescos e deixava-os na casa de um dos filhos – Rogério –, alguns quarteirões de distância da sua casa. Depois, seguia em direção à Avenida Sumaré, parava na sua bicicletaria preferida, na rua Arruda Alvim, e voltava para o café da manhã com sua esposa, por volta das 10h.
Seu filho, o administrador Rogério Bertolucci, de 42 anos, contou que o pai já havia sofrido alguns pequenos acidentes no trânsito paulistano e que a própria família já o havia desaconselhado a continuar com os passeios diários. Mas sua paixão pelas bicicletas era maior do que isso. "Desde que eu me conheço por gente ele anda de bicicleta. Ele já tinha mais de 15 bicicletas, e todo dia levava uma delas para consertar, dar uma calibrada no seu bicicleteiro. A gente falava com ele parar com esse esporte, mas não adiantava. Ele adorava fazer isso", contou.
Rogério diz que a família já se mobiliza para acionar judicialmente a empresa proprietária do ônibus de turismo que atropelou o pai. Segundo ele, a ideia é conseguir uma indenização para ser destinada às causas dos ciclistas urbanos. "Queremos fazer alguma coisa em prol do ciclismo. Para você ter uma ideia, não existe nenhuma ciclovia na região da cidade onde moramos", diz. De acordo com Rogério, a família acredita que o ônibus estaria em alta velocidade.
Jovem atropela e mata filha
Uma jovem atropelou a própria filha, de quatro anos de idade, e a mãe, na tarde de anteontem, em Campos do Jordão (181 km de São Paulo). A menina morreu na hora.
Para a polícia, foi um acidente. Rafaela da Silva, 21, está emocionalmente abalada. A mãe dela, Soraia Aparecida da Silva, 38, sofreu ferimentos graves e está internada no Hospital São Lucas, em Taubaté, onde ontem se submeteria a uma cirurgia do fêmur.
Em depoimento à polícia, o marido de Rafaela disse que, anteontem à tarde, ela pediu-lhe a chave do carro, que estava na garagem da casa da mãe dela, na Vila Dubieux.
Em seguida, de acordo com o marido, ele ouviu o barulho da batida. A mãe e a filha de Rafaela foram prensadas pelo carro contra um muro. A jovem, que está grávida de três meses, não tinha carteira de habilitação. "Tudo indica que foi acidente, mas será investigado", disse o delegado.





