qua 07 30 2014

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Barbosa agora manda ouvir testemunhas da AP 536

Eduardo Azeredo: campanha irregular para governador em 1998. - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo / -

 
De acordo com a decisão de Barbosa, os depoimentos devem seguir uma ordem estabelecida. O juízo de Belo Horizonte deverá ouvir as seis testemunhas no prazo de 40 dias, contados a partir do dia do recebimento da carta de ordem. No segundo dia subsequente à oitiva da última testemunha em Belo Horizonte, ou dois dias depois do prazo de 40 dias, o juízo de Jaboatão dos Guararapes deverá tomar o depoimento da testemunha local. Em seguida, deverá será ouvido, em Fortaleza, o ex-ministro Ciro Gomes, do PSB.
 
O escândalo – O esquema tucano foi montado pelo publicitário Marcos Valério para financiamento irregular da campanha de Azeredo. O episódio é conhecido como a "origem e o laboratório" do que viria ser descoberto tempos depois, o Mensalão do PT, ainda em julgamento no STF. De acordo com investigações da Polícia Federal, seis empreiteiras doaram na época R$ 8,2 milhões para a campanha de Azeredo sem que as doações fossem declaradas na Justiça. Mais tarde apurou-se que essas empreiteiras receberam R$ 296 milhões em pagamentos por obras na gestão de Azeredo.
 
Além disso, a PF estimou que foram desviados R$ 3,5 milhões por meio de patrocínios de várias estatais mineiras a eventos esportivos. Embora o caso tenha ocorrido em 1998, na Justiça mineira somente foi apresentado e aceito em 2010. 
 
A lentidão no STF e em Minas Gerais favoreceu o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, presidente do PSB em Minas, que poderá amanhã, quando completar 70 anos, requerer a prescrição dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. 




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