|
Brasil passa por
cima de Cuba mostrando o melhor de
seu vôlei
RIO
DE JANEIRO - A segunda vitória
do Brasil no Vôlei Masculino,
3 x 0 contra Cuba, pode ser considerada
um presente ao público do
Maracanãzinho. O ginásio
que foi berço do vôlei
espetáculo no Brasil acompanhou
nesta terça o melhor da
invencível geração
Bernardinho.
Cuba esteve sempre
perto do Brasil na contagem, liderou
boa parte do primeiro set e deu
algum trabalho no último
mas em geral o que se viu foi uma
exibição variada
de todos o fundamentos do esporte
muito bem executada.
O Brasil
venceu o primeiro set por 25 a
23 em 24 minutos. Cuba sacava bem
e tinha o bloqueio, um dos melhores
do mundo, em ordem. O jogo foi
parelho o tempo inteiro e o último
empate, antes da arrancada final
dos brasileiros foi em 22 x 22.
O
time do técnico Bernardo
Rezende defendeu muito melhor do
que na estréia contra o
Canadá e conseguiu encaixar
os contra-ataques que Bernardinho
sentiu falta na estréia.
No segundo set o Brasil evoluiu
no saque e na defesa. Cuba piorou
no bloqueio e no saque. O placar
mostrou 25 x 20 após 23min54s
mas em nenhum momento os cubanos
mostraram força para vencer.
Os brasileiros, em compensação,
encantaram o público, com
muita variação em
jogadas de ataque e uma garra monumental
na defesa.
A jogada símbolo
aconteceu quando o Brasil tinha
23 x 18 e o oposto Dante foi buscar
uma bola quase perdida no fundo
da quadra em uma operação
de emergência. Desta vez
os animadores de torcida nem tiveram
muito trabalho. O público
aplaudiu de pé por livre
e espontânea vontade.
O
jogo do Brasil era tão consistente
e poderoso que a noite não
deixou espaço para muitas
vaias e nem para a polêmica
sobre o corte do capitão
Ricardinho.
Bruno Rezende,
o seu substituto, foi usado um
par de vezes sem ruído e
o novo titular, Marcelinho variou
o ataque até cansar o tão
temido bloqueio cubano. Não
houve problema de sintonia fina
no ataque do Brasil e as vaias
se limitaram a enervar os cubanos
em alguns momentos de saque e protestar
contra o juiz, o que é de
praxe.
No set final, 25 x 20
em 23min26s o Brasil seguiu variando
seu ataque enquanto fazia a contagem
progredir, com três ou quatro
pontos de vantagem sobre os rivais.
Chamou atenção,
mais uma vez a disposição
do melhor time de vôlei do
mundo em defender tudo que passava
sobre a rede vindo de mãos
cubanas. O Maracanãzinho
deveria estar com saudades das
pancadas sonoras de Giba e dos
bloqueios triplos do time. O Brasil
ganhou bem e a torcida se divertiu
como deveria em uma noite do melhor
vôlei.
Fonte:
Reuters/AE
|