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Brasil é ouro no handebol feminino
RIO - As meninas da Seleção Brasileira de Handebol fizeram valer o status de sétima potência do mundo na modalidade. Neste sábado, em uma final que começou tensa, as brasileiras ganharam de goleada de Cuba, por 30 a 17 (15 a 8 no primeiro tempo), e comemoraram não só o tri nos Jogos Pan-Americanos, mas a vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim/2008.
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Eduardo Nicolau/AE |
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Meninas fizeram valer o status de sétima potência do mundo na modalidade |
O ouro veio para coroar o trabalho da goleira Chana, de 28 anos. Suas defesas brilhantes foram essenciais na vitória brasileira. A atleta, que nasceu na pequena Capinzal (SC), de aproximadamente 25 mil habitantes, foi eleita a sexta melhor jogadora do mundo pela Federação Internacional da modalidade.
"Eu era a única goleira entre as oito melhores jogadoras do mundo. Me sinto muito orgulhosa por ter aberto as portas para as brasileiras lá fora. Hoje, são 22 meninas do Brasil que jogam na Europa - todos os clubes onde joguei têm brasileiras", diz, a veterana, que também jogou nas conquistas de Winnipeg/99 e Santo Domingo/2003.
Chana já jogou na Espanha, Alemanha e na próxima temporada jogará no Randers, da Dinamarca, tricampeã olímpica.
As cubanas começaram a partida despreocupadas. Jogaram toda a pressão para as favoritas brasileiras que sentiram a responsabilidade e até assustaram a trorcida ao ficarem dois gols atrás no placar. A virada em 4 a 3 veio com o gol de Dani Piedade, principal artilheira do Brasil.
Como no primeiro confronto, vencido pelas brasileiras por 32 a 28, as jogadas violentas aconteceram com muita freqüência no primeiro tempo, já que a dupla de árbitros, argentina, deixou o jogo correr e não parou jogadas mais duras. O time de Cuba terminou o jogo com duas atletas expulsas, Gomez e Duran, principais jogadoras do grupo comandado por Senobio Maturell.
Quem assistiu ao jogo do banco foi a armadora Millene, escolhida pelo técnico do Brasil para ficar fora por causa do rodízio entre as atletas - são 15 no total, mas apenas 14 inscritas por partida.
Terceiro lugar
Na decisão do bronze, Argentina e República Dominicana fizeram uma disputa equilibrada. Mas as argentinas, que ficaram com a prata nos Jogos de Santo Domingo/2003, controlaram melhor os nervos no segundo tempo e ficaram com a prata ao vencerem por 23 a 22, com cinco gols de Acosta. A artilheira, porém, foi Granados, com 10 gols para a República Dominicana. (AE) |