Error processing SSI file

Publicada 27/08/04

FECHO DE OURO

Decepções na véspera

Poderia ser melhor

Argentina revê ouro na melhor campanha da América do Sul

Até Pequim

Publicada 30/08/04


Vela ganha terceiro ouro. Meninas do
futebol levam a prata. Vôlei disputa bronze


Brasileiro se classifica para a final dos
110m com barreiras


Vôlei masculino encara os Estados Unidos às 15h30

Amanhã, meninas da ginástica rítmica disputam a final

Rodrigo Pessoa tem hoje uma nova oportunidade

Publicada 26/08/04

Areias da Grécia valem ouro para o Brasil

NOVOS RESULTADOS NAS PISCINAS

Vôlei e meninas do basquete avançam

Brasil luta por ouro no gramado e no mar


Publicada 25/08/04


Não foi desta vez. Vôlei de praia ficou com a prata.

Ouro no futebol será sul-americano

Saltador acaba com jejum de 52 anos

 

FECHO DE OURO

O Brasil foi duas vezes vitorioso no último dia da Olimpíada de Atenas. É verdade que só uma vez ocupou o lugar mais alto do pódio, com o time de vôlei masculino, mas o bronze de Vanderlei Cordeiro de Lima teve sabor de ouro, já que o veterano maratonista teve de superar intervenções externas para seguir na prova.

Por "intervenções externas" entenda-se o irlandês Cornelius Horan, ex-padre que, entre outras aparições do gênero no currículo, invadiu a pista de Silverstone no GP da Inglaterra de 2003. Ele entrou na pista e agarrou Vanderlei na altura do km 35, quando o brasileiro liderava a prova. Perdeu alguns segundos, foi ultrapassado duas vezes e chegou em terceiro – recebido pelo público como campeão.

Vanderlei admitiu ter perdido o ritmo e disse não saber se venceria. Mas, no percurso Maratona-Atenas que inspirou a criação da prova, deu exemplo de esportividade, e será presenteado pelo COI com a medalha Pierre de Coubertin, como "modelo de esportista". O COB quer mais: um segundo ouro para Vanderlei. O outro é do italiano Stefano Baldini, que se irritou com a "desvalorização" de seu feito: "Eu estava tirando 20 segundos a cada 3 km e iria ultrapassá-lo de qualquer jeito".

Sem contestação – A outra vitória brasileira ontem foi implacável. O time de vôlei masculino venceu a Itália por 3 a 1 e ratificou seu domínio no cenário internacional nos últimos anos. Os italianos seguem sem o ouro olímpico, que não ganharam nem mesmo quando eram os donos da bola no esporte – foram prata em Atlanta-96 e bronze em Sydney-2000. De quebra, o atacante Giba foi eleito pela imprensa o melhor jogador do torneio.

O Brasil fechou Atenas com o recorde de quatro medalhas de ouro – as outras foram na vela, com Robert Scheidt na classe Laser e Torben Grael e Marcelo Ferreira na Star, e no vôlei de praia, com Ricardo e Emanuel. O 18º lugar é a melhor posição desde a esvaziada Olimpíada de Moscou-80.

Atenas-2004 acaba com 75 países recebendo medalhas, EUA à frente, 25 casos de doping ou fuga de exames e apenas um recorde olímpico batido no atletismo. Na natação, foram oito novas marcas mundiais e 18 olímpicas, algumas delas superadas minutos depois. Quatro anos de espera para tudo passar em 17 dias. Agora, só em Pequim.


Vôlei masculino deu ao Brasil novo recorde de medalhas de ouro numa só Olimpíada


Vanderlei Cordeiro liderava a maratona quando foi atrapalhado por um louco e acabou com o bronze, mais uma homenagem extra