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Em um jantar no qual estavam Jerry Seinfeld e Steven Spielberg, houve de repente um longo silêncio. Para combater o constrangimento, o comediante falou a primeira coisa que lhe veio à cabeça, sobre a idéia de fazer um filme chamado "Bee Movie", brincando com o trocadilho entre abelha e filme B, de baixo orçamento. O cineasta gostou tanto que imediatamente acionou sua equipe para o projeto. Assim nasceu o longa-metragem Bee Movie – A História de Uma Abelha, que estréia nesta sexta (7) no Brasil. "Mas naquela hora tudo o que eu tinha era o título", relata Seinfeld, que ficou bilionário com sua série "sobre o nada".
O desenvolvimento da animação, que contou com a mão certeira de Jeffrey Katzenberg, sócio de Spielberg, tomou um ano. Assim como em FormigunhaZ (AntZ, 1998) em que o personagem principal é personificado por Woody Allen, neste Bee Movie o protagonista Barry B. Benson tem a voz, os trejeitos e só calça tênis, como seu criador, Seinfeld, também roteirista e produtor.
O jovem Barry acaba de se formar na faculdade e terá de escolher uma entre três mil funções da empresa Honex, a corporação do mundo das abelhas que fabrica, evidentemente, mel. O problema é que o trabalho escolhido será o mesmo pelo resto da vida. Seus pais (foto) o incentivam a seguir a carreira paterna de misturador. Mas o rapaz quer saber como é a vida fora da colméia, antes de se estabelecer em uma ocupação vitalícia. Embora seu conformado amigo Adam Flayman (Matthew Broderick) não encoraje ousadias, Barry decide acompanhar uma excursão dos ases do pólen – as únicas abelhas que têm permissão para sair, já que são responsáveis por colher néctar e polinizar flores.
Depois de quase ser morto, Barry conhece a florista Vanessa (voz de Renée Zellweger). E desrespeita uma das maiores regras de sua comunidade: jamais falar com as pessoas. Mulher e abelha ficam amigos. E quando descobre que o mel tomado das abelhas é vendido mundo afora, Barry B. decide processar a espécie humana.
O filme é ágil, encanta crianças com o enredo descomplicado e será divertimento certo para os adultos, principalmente para aqueles que apreciam o humor de Seinfeld. Nnão faltam as piadas de advogados. Quando o mosquito é admitido como defensor legal de animais lesados por empresas, diz: "Bem, eu já sugava o sangue das pessoas; só me faltava uma valise". E o vilão também é advogado: Layton T. Montgomery, que em 35 anos nunca perdeu um caso. Entre uma gag e outra, sobra um processo até para o músico Sting pelo uso sem autorização (ou pagamento de direitos autorais) do nome – que significa picada.
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Barry voa ao lado da florista Vanessa. Ela é humana, ele, uma abelha: amizade e um processo contra os humanos. |
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A animação é caprichada em cada detalhe, das cores à música. O autor da deliciosa trilha musical, Rupert Gregson-Williams, incluiu como citação a canção Here Comes the Sun, dos Beatles. As casas, os caminhos e até as cartas do baralho são hexagonais, no formato da colméia. Não perca.
Bee Movie – A História de Uma Abelha (Bee Movie, EUA, 2007, 90 minutos). Direção: Steve Hickner e Simon J. Smith. A maioria das salas (95%) vai exibir o filme dublado. Mas para vê-lo legendado, com som original em inglês, uma opção é o cinema do Shopping Metrô Santa Cruz. |
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Quer levar Barry para a casa?
Pegando carona nas asas de Barry e sua colméia, chegam às livrarias "Bee Movie: A História de uma Abelha" e "Bee Movie: Vamos Encontrar?", da Editora Caramelo.
O primeiro livro, com 32 páginas (R$ 24,90) traz a história do filme em detalhes e desenhos coloridos. A adaptação foi feita por Susan Korman, com ilustrações ilustrações digitais de Dave McCaig e tradução Luciana Garcia. E "Bee Movie: Vamos Encontrar?" (24 páginas, R$ 24,90) é um livro de brincadeiras ao estilo "Onde Está Wally?". As crianças poderão procurar abelhas e objetos que aparecem na animação. (LHC) |
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