Papel de peso na economia e na sociedade

Executivos da ACSP falam sobre a trajetória de sucesso da entidade


Amato: ACSP é bastião da liberdade.


Moya: apoio ao funcionário.

Madázio: integração com a comunidade.

Orcesi: defesa dos direitos.

Maradei: avaliação constante.

Haidar: qualidade dos serviços.

Aranha e Solimeo
: campanhas ativas e estatísticas sólidas.


Castilho: informática revoluciona serviços da Associação Comercial.
 

Nascemos no século 19 e chegamos ao 21 mantendo a relevância de nosso papel na economia e na sociedade de São Paulo", diz Márcio Aranha, superintendente-geral da Associação Comercial de São Paulo. "Em todos os momentos críticos pelos quais a cidade passou, a ACSP tomou atitudes para encaminhar a situação da melhor maneira possível", afirma Aranha, que cita como exemplo a campanha do ouro na revolução de 1932.

Há 41 anos na Associação Comercial, o economista Marcel Solimeo lembra que o Instituto de Economia, do qual é superintendente há mais de três décadas, já surgiu inovando, pois em 1944, quando foi criado, não existia na cidade outro órgão de porte dedicado aos estudos econômicos. "A ACSP mostrou sua visão abrangente, ao inaugurar o Instituto de Economia, que é até hoje uma sólida fonte produtora de estatísticas", afirma. O aval à confiabilidade do órgão é dado diariamente, com sua utilização até pelo Banco Central do Brasil.

Entre os campos que mais tiveram avanço nos 110 anos da ACSP está o de serviços. Inaugurado em 1955, o SCPC tinha como principal ferramenta fichas com os dados dos consumidores. O sistema foi usado até a década de 1980, quando o então presidente Guilherme Afif Domingos, em sua primeira gestão, decidiu investir em computadores. Ao final de 1991, as consultas ao serviço ocorriam na média 800 mil mensais. Atualmente, chegam a 30 milhões por mês. "Nossa meta é fazer com que nos próximos anos muitas outras conquistas sejam obtidas", diz Roberto Haidar, superintendente de Produtos e Serviços da ACSP.

O progresso da área de serviços está diretamente ligado ao desenvolvimento da informática, cujo superintendente é Nelson Castilho. Segundo ele, se a ACSP não tivesse investido adequadamente como fez na área, "ela não teria a confiabilidade e a excelente performance para conseguir atender cada vez melhor seus clientes e associados."


"A Associação Comercial é o último bastião da liberdade de empreender", disse emocionado Rogério Amato, vice-presidente ACSP, presidente da Rede Brasileira de Entidades Assistenciais Filantrópicas (Rebraf) e coordenador do Movimento Degrau. Ele lembrou que a ACSP não tem vínculos com o poder e é independente financeiramente.

Valmir Madázio, vice-presidente da ACSP e coordenador institucional das 15 sedes distritais, vê de perto as aflições e conquistas dos associados. "As distritais reúnem a comunidade e funcionam como fórum de debates dos problemas locais", disse.

A bandeira da justiça é outra faceta da ACSP. O Instituto Jurídico, criado na década de 1960, desde os primeiros tempos cuida dos interesses dos associados. O superintendente do instituto, Carlos Celso Orcesi da Costa, trabalha com afinco para defender os comerciantes contra a obrigatoriedade do Emissor de Cupom Fiscal. "Mantemos a tradição de pregar a livre iniciativa e mais recentemente lutamos pelos direitos dos comerciantes oprimidos pela brutal carga tributária imposta pelo governo."

Assim como com os parceiros externos, no ambiente interno, a ACSP procura preservar seus valores. Fernando Moya, superintendente de Recursos Humanos, assegura que a entidade trabalha para valorizar os 750 funcionários, 150 contratados sem vínculo empregatício e 100 terceirizados. "Fazemos diversas campanhas, como antitabagismo, que são extensivas à família do funcionário." Moya cita que a ACSP recebeu diversas certificações em razão de bons serviços prestados aos públicos externo e interno. "Renovamos sempre as nossas certificações, para podermos continuar oferecendo excelência."

O chefe de gabinete da presidência e secretário geral da ACSP, João Carlos Maradei, coordena comunicações e eventos vinculados ao gabinete da Presidência e também diz nunca descuidar da avaliação constante para se manter no caminho da competência. "Uma entidade como a ACSP, que se mantém por mais de um século no topo como legítima representante da classe empresarial, merece o respeito de todos". (LHC)