| Por José Fernandes
Sales
Fotos: Paulo
Pampolin/
Digna Imagem
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| O jurista Ives Gandra:
ACSP age com intensidade e competência na
defesa de empresas e cidadãos |
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| Gustavo Loyola: serviço
aumenta a disponibilidade de crédito |
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Além da aprovação de lojistas
e consumidores, o Serviço Central de Proteção
ao Crédito (SCPC) conta também com o reconhecimento
de autoridades econômicas, jurídicas e membros do governo.
Para Gustavo Loyola, economista, ex-presidente do Banco Central
e hoje sócio da Tendências Consultoria Integrada, está
mais do que comprovado que o grande motor do crescimento econômico
é o crédito. "E uma instituição
como o SCPC é fundamental porque promove a segurança
do sistema, aumentando a disponibilidade de crédito. Na verdade,
se o serviço não existisse, o crédito seria
muito mais caro", diz.
Um dos órgãos mais importantes a utilizar
informações da Associação Comercial
de São Paulo (ACSP) é o Banco Central (BC). Segundo
Altamir Lopes, chefe do departamento econômico do BC, os dados
são usados para o gerenciamento da política monetária
do País. "As estatísticas do SCPC nos dão
condições de antecipar tendências do comércio
varejista com grande credibilidade, uma vez que a ACSP é
pioneira em fornecer esse tipo de informação",
afirma.
O jurista Ives Gandra Martins é mais um que reconhece que
a contribuição do SCPC ao mercado é importante.
Ele conta que até chegou a dar pareceres demonstrando que
os serviços são extremamente úteis, pois promovem
a moralidade nas relações comerciais entre empresas
e consumidores. "Em minha opinião, o sistema é
realmente de proteção ao crédito e, desde que
haja a concordância do cidadão, não fere nenhum
direito do consumidor."
DEFESA DO CIDADÃO
Gandra Martins fez questão de lembrar que ACSP é ágil
na defesa dos interesses das classes empresariais, mas também
– e fundamentalmente – na do cidadão e contribuinte.
"Jamais qualquer instituição brasileira empunhou
a bandeira em defesa do contribuinte com tamanha intensidade e competência,
e a campanha que tem sido feita em matéria de direito tributário
é excepcional."
Ele lembrou da campanha "Diga não ao leão",
promovida em 1985 pela ACSP e pelo Instituto dos Advogados, presidido
por ele na época. "Na verdade, quando Guilherme Afif
Domingos empreendeu recentemente o movimento contra a Medida Provisória
232, estava reeditando a idéia de 1985, quando ele também
estava à frente da ACSP."
BONS PAGADORES
A aprovação pelo Congresso Nacional da lei que disciplina
a atuação dos bancos de dados de proteção
ao crédito e de relações comerciais também
é vista como positiva. Assim, de acordo com Gustavo Loyola,
o sistema evoluiria do cadastro negativo para o positivo, de bons
pagadores. Com esse serviço, o SCPC passaria a fornecer um
perfil mais completo de cada consumidor.
"Isso é fundamental para a evolução do
crédito no País, afinal o histórico de vida
de uma pessoa vale mais do que uma eventual negativação,
que pode acontecer pela perda do emprego, por exemplo", diz
Loyola. Segundo ele, de posse desse perfil, as instituições
ofertariam crédito mais barato, como acontece nos Estados
Unidos.
Altamir Lopes revela que o cadastro positivo também é
um assunto de absoluto interesse do BC. Segundo ele, o sistema mudará
completamente sua atual filosofia, uma vez que deixará de
ser um banco de dados baseado apenas em informações
de inadimplência. Lopes afirma que um cadastro de bons pagadores
poderá fazer com que as instituições financeiras,
que até então buscam saber quem está negativado,
passem a procurar novos clientes para suas carteiras. "Acredito
que aumentará a concorrência entre as instituições,
o que é muito bom, pois se há mais competição,
o spread bancário (custo do dinheiro) tende a cair."
CONSIGNAÇÃO
Altamir Lopes e Gustavo Loyola lembram também de um outro
mecanismo que tem facilitado o acesso dos brasileiros aos recursos
financeiros: o crédito consignado. Lopes diz que a modalidade
não provoca resultados contrários à política
monetária do BC porque atua no sentido da redução
das taxas de juros, contribuindo para diminuir o endividamento das
pessoas com cartão de crédito ou cheque especial.
"Esse tipo de crédito é uma ação
de governo, cujos objetivos são popularizar o crédito,
aumentar a inclusão bancária e reduzir o spread."
Gustavo Loyola, por sua vez, afirma que a modalidade pode retardar
um pouco os efeitos da política de controle da inflação,
mas exalta os benefícios sociais do crédito consignado,
como a inclusão de pessoas no mercado.
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