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Efervescência
no comércio da cidade com a inauguração
do Mappin em São Paulo
no ano de 1957 |
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Por Márcia Rodrigues
A evolução do crédito no Brasil está
nitidamente ligada à criação do Serviço
Central de Proteção ao Crédito (SCPC). A comprovação
está no crescimento do comportamento das vendas a prazo e
o aumento da produção industrial de São Paulo
após a sua auto-regulamentação.
"Foi o serviço que permitiu a massificação
do crediário e seu acesso pela população de
menor renda. O sistema simples e ágil passou a oferecer maior
segurança às transações, sem acarretar
os custos elevados para a obtenção dos dados que vinham
com a figura do informante, que retardava e encarecia as operações
de crédito", diz o diretor do Instituto de Economia
Gastão Vidigal da Associação Comercial de São
Paulo, Marcel Solimeo.
A expansão do crédito ao consumidor, que chegou a
representar 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1972 – hoje
sua representatividade chega a 30% – possibilitou a expansão
da indústria de bens e consumo duráveis (automóveis,
eletroeletrônicos, móveis) no País. Antes, esse
tipo de bem só podia ser comprado pela população
de poder aquisitivo alto.
ÀS COMPRAS
Com a facilitação do crédito, a grande maioria
dos brasileiros, que somente poderia adquirir artigos duráveis
com o financiamento em longo prazo, começou a comprar. "Antes,
se uma pessoa queria uma geladeira, que era um bem de consumo importado,
precisava provar que tinha condições de pagar. Caso
não conseguisse cumprir o trato, o produto era retirado automaticamente
de sua casa, sem uma renegociação", comenta Solimeo.
Com a explosão da inflação, as vendas a prazo
e o financiamento para pessoas físicas foram afetados pela
imprevisibilidade da economia. Em conseqüência, a produção
industrial dos bens duráveis declinou significativamente
após a explosão do Plano Cruzado (1986). Já
a queda da inflação promovida pelo Plano Real (1994)
permitiu o restabelecimento dos mecanismos de crédito, assegurando
uma grande expansão no parcelamento dos pagamentos para o
consumidor, com todos os benefícios decorrentes sobre o emprego
e a renda.
No entanto, a política de juros elevados do Banco Central
em resposta às crises externas acabou provocando fortes oscilações
durante os últimos anos e gerando séria instabilidade
na economia. A conseqüência foi o aumento do risco na
concessão do crédito e o insucesso de muitas empresas
varejistas que operavam com parcelamentos.
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