Uma criação coletiva
Nesta página, e nas próximas, a opinião e as impressões de algumas das pessoas que viveram e ainda vivem o dia-a-dia de esforço contínuo para aprimorar o maior banco de dados de informações comerciais da América Latina
 
1982
2004

 

Termômetro nacional de vendas a prazo

Nos 15 anos em que trabalho na Associação Comercial de São Paulo pude perceber que o SCPC tornou-se um termômetro de vendas a prazo no Brasil, virou nome e marca nacional, mesmo sem tanto esforço da entidade. Hoje, as pessoas referem-se ao serviço como algo importante em suas vidas: 'não vá deixar seu nome ir para o SCPC', dizem.

Paulo Pampolin/Digna Imagem
Aranha: pessoas referem-se ao serviço como algo importante em suas vidas

Essa evolução do nome veio acompanhada de uma evolução do serviço, principalmente a partir de 1999, quando os computadores começaram a ser mais rápidos e a Associação passou a fazer adaptações técnicas cada vez mais velozes também.

Atualmente, com a Renic, passou a ser imprescindível manter o nome limpo porque conseguimos enxergar quem são os devedores em qualquer parte do País. O consumidor, sabendo disso, tenta pagar mais rapidamente suas dívidas, o que é bom para o comércio, para as instituições financeiras e para a população.
Luiz Márcio Domingues Aranha, superintendente Geral da ACSP

 

50 anos de serviço

Morello: desafio de melhorar sistema de crédito e recuperar o devedor para voltar a comprar

Estou na ACSP há 50 anos, portanto desde a criação do SCPC. Entrei como advogado da instituição, fui superintendente do Instituto Jurídico e continuo como advogado da entidade. Lembro que, naquele tempo, todo o sistema de crédito era baseado nas lojas e as vendas eram realizadas de porta em porta. Nem supermercado existia.

Antes da criação do SCPC prevalecia o sistema de compra com reserva de domínio, uma espécie de leasing, em que a loja continuava dona do produto até que fosse completamente quitado. Se o comprador deixasse de pagar, o bem poderia ser tomado dele.

Para mim, a principal mudança nesses 50 anos aconteceu depois da criação do Código de Defesa do Consumidor (CDC), em 1990. A partir daí, passamos a ver o consumidor como uma pessoa muito importante no sistema e hoje procuramos atendê-lo da melhor forma possível.

Atualmente, um dos nossos principais desafios é o de melhorar o sistema de crédito e recuperar o devedor para que volte a consumir.

João Baptista Morello Neto, advogado da ACSP.

 

 


Por José Fernandes Sales


Escola de tecnologia

Paulo Pampolin/Digna Imagem
Alencar Burti: sistema de informações sobre pessoa física atual é imbatível


Em minha gestão, a principal dificuldade enfrentada foi criar a grande rede de informações do SCPC, a Renic, formada em 2001 com o nome de Rede de Informações e Proteção ao Crédito (RIPC). De qualquer forma, essa rede não foi feita só por mim, mas também por todos os profissionais envolvidos, os voluntários e clientes com suas sugestões. Evoluímos muito nesses anos e hoje somos uma verdadeira escola de tecnologia.

Em termos de evolução dos nossos serviços, eu destacaria quatro aspectos: volume, velocidade, qualidade e abrangência das informações. Afirmo isso porque o sistema de informações sobre pessoa física é imbatível. Além disso, em termos institucionais evoluímos para uma entidade que cada vez mais agrega a participação da sociedade.

Gostaria também de destacar que existe uma perfeita integração entre o SCPC e seus clientes, e que a colaboração deles tem ajudado muito no aperfeiçoamento de cada serviço e na formação de pessoas. Por outro lado, evitamos disputas políticas internas e trabalhamos com seriedade, ajudando na credibilidade da instituição. Sempre tivemos como princípio manter absoluta transparência entre nós e nossos associados.

Alencar Burti, ex-presidente da ACSP e atual presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB)


Análise ficou mais confiável

Paulo Pampolin/Digna Imagem
Orcesi: SCPC ajuda empresário a avaliar idoneidade do consumidor

A análise de crédito é um processo fundamental para o empresário e a informação prestada pela ACSP possibilita-o a ter praticamente certeza da idoneidade do consumidor.

A informática entra como parceira. Antes dos computadores, as informações ficavam em fichas, o que, algumas vezes, resultava em fraudes. Provavelmente, maus pagadores chegavam a subornar funcionários porque alguns registros simplesmente sumiam.

Hoje, o sistema é extremamente confiável e dá boas informações aos comerciantes. Claro que a negativação no SCPC não garante que o consumidor vá pagar suas prestações, sempre pode acontecer um imprevisto, uma perda de emprego, mas o serviço traz elementos amplos que possibilitam uma análise mais confiável.

Carlos Celso Orcesi da Costa, superintendente Jurídico da Associação Comercial de SP

Aliados do consumidor

Fotos: Paulo Pampolin/Digna Imagem
Haidar: "posso afirmar que entendemos melhor os motivos pelos quais as pessoas deixam de pagar"

Houve uma época em que o SCPC era visto como um mal necessário. E foi justamente para tirar esse estigma que nós implantamos, em 2001, o Movimento de Apoio ao Consumidor (MAC), representado por uma série de ações positivas, como a distribuição de cartilhas de orientação ao consumidor, informando como limpar seu nome, como administrar bem o orçamento familiar, como controlar melhor a utilização de cheques, entre outras coisas.

Atualmente, o ambiente em que são recebidas as pessoas que buscam informações no SCPC é bem diferente. Não há mais a cara de repartição pública ineficiente. Posso afirmar que entendemos melhor os motivos pelos quais as pessoas deixam de pagar. Hoje somos aliados do consumidor, por isso oferecemos um atendimento moderno, com cafezinho, água, conforto e funcionários bem treinados e educados.

Esse novo tipo de relacionamento com a população pode ser ilustrado pelo S.O.S. Cheques e Documentos, um serviço de utilidade pública que oferecemos gratuitamente pele telefone 0800-111-522. Através desse número é possível comunicar roubos, extravios ou perdas de cheques e documentos. É mais uma ferramenta à disposição do consumidor para ajudar a coibir a ação de criminosos e contraventores.

Roberto Haidar, superintendente de Marketing e Serviços da ACSP

Castilho: "passamos de simples fornecedores de informações para desenvolvedores de soluções"
Desafios tecnológicos vencidos

Vencemos uma série de desafios tecnológicos nesses 50 anos do Serviço Central de Proteção ao Crédito, mas o maior deles foi quando, em 1994, decidimos migrar de plataforma tecnológica. Nesse caso, a nossa missão era mudar de plataforma sem interromper o sistema. Levamos dois anos nessa migração, que envolveu mudança de protocolos, desenvolvimento de programas e aplicativos. Para manter a infra-estrutura de tecnologia, investimos aproximadamente US$ 1 milhão, em média, nos últimos três anos.

Hoje, o SCPC tem o maior banco de dados de inadimplentes do País e, com a recente centralização dessas informações em nossos computadores, a entidade tornou-se a única com abrangência nacional. Dessa maneira, pela capilaridade, quantidade e qualidade das informações que oferecemos, posso afirmar que não temos concorrentes no segmento de pessoa física.

Além disso, com o UseSolutions, um serviço para classificação e gestão de risco na tomada de decisões de negócios relacionados à pessoa física, passamos da fase de simples fornecedores de informações para desenvolvedores de soluções. É claro que sem a alta tecnologia da qual dispomos hoje não seria possível oferecermos esse tipo de serviço.

Nelson Castilho, superintendente de Tecnologia da Informação e Processos da ACSP

Produto sob demanda

Patrícia Cruz/Agência Luz
Roseli: serviço valorizou as relações com associados

Embora o Sistema Central de Proteção ao Crédito (SCPC) complete 50 anos somente este ano, podemos dizer que já nasceu na vanguarda do Customer Relationship Management (CRM), que é o conceito mais evoluído nos últimos tempos de gerenciamento do relacionamento com o cliente. Desde a sua fundação, a estrutura do SCPC foi moldada por este conceito e valorizou o estreitamento das relações com seus associados. Em nenhum momento nossa preocupação operacional se distanciou do que realmente os clientes precisam e esperam do serviço.

Enquanto a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) vem seguindo este conceito desde os anos 50, as grandes empresas descobriram a importância deste carro-chefe somente na década de 90. Nós ouvimos o cliente e moldamos o serviço conforme a demanda do mercado. Sabemos que, com a evolução do sistema, traremos grandes benefícios ao empresariado brasileiro que, consequentemente, contribuirá para o crescimento econômico do País.

Roseli Garcia, gerente do Unidade de Negócios Pessoa Física (UNPF) da ACSP


Exigências diminuíram

Antes do SCPC, os clientes eram submetidos a uma série de exigências das empresas que vendiam a crédito, por isso não tenho a menor dúvida de que as dificuldades dos consumidores eram muito maiores. Assim, a criação do SCPC possibilitou que as pessoas mais humildes pudessem se beneficiar das vendas a prazo, aumentando o poder de consumo delas.

Em 1985, fui superintendente do SCPC e nosso principal desafio foi o de compatibilizar o uso do computador para a prestação do serviço de informação, pois não havia fornecimento de dados em tempo real. Quando iniciamos a informatização do sistema, o Guilherme Afif Domingos estava em seu primeiro mandato como presidente da ACSP e a implantação de modernas tecnologias foi a principal realização daquela gestão.

Lincoln da Cunha Pereira, ex-superintendente do SCPC e ex-presidente da ACSP


A Equipe
Fotos: Ciete Silvério
EXECUTIVOS DA RENIC: 1- Carlos Roberto, CDL-BH .2 - Esdras Seon, ACSP 3 - Nelson Castilho, ACSP 4 - Roseli Garcia, ACSP 5 - Elcio Ribeiro, AC-Paraná 6 - Renato da Silva Filho, CDL-Salvador 7 - Hugo Philippsen, CDL-Recife 8 - Paulo Borba, CDL-Porto Alegre 9 - Dilson Di Donato, FCDL-BH 10 - Antônio Xará, CDL-DF 11 - Celi Borges, ACP 12 - Roberto Alfeu, CDL BH 13 - Sérgio A. Medeiros, FCDL-SC 14 - Rui Rickelberg, FCDL-SC 15 - Roque Pellizzaro Júnior, FCDL-SC 16 - Roberto Haidar, ACSP
 
FUNCIONÁRIOS SCPC DA ACSP: 1- Gilberto Pernassi, gerente de relacionamento 2 - Roseli Garcia, gerente da unidade de Pessoa Física 3 - Isabel Guimarães, gerente de produtos 4 - Carlos José Bertini, gerente de negócios 5 - Paulo Ronaldo Capoletti, gerente comercial 6 - Nádia Capor, gerente de apoio UNPF 7 - Edson Roberto, gerente de modelos 8 - Vania Alves, auxiliar administrativo 9 - Roberto Haidar, superintendente de marketing e serviços
     
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