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Termômetro nacional de vendas
a prazo
Nos 15 anos em que trabalho na Associação
Comercial de São Paulo pude perceber que o SCPC tornou-se
um termômetro de vendas a prazo no Brasil, virou nome e marca
nacional, mesmo sem tanto esforço da entidade. Hoje, as pessoas
referem-se ao serviço como algo importante em suas vidas:
'não vá deixar seu nome ir para o SCPC', dizem.
Paulo Pampolin/Digna
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| Aranha: pessoas
referem-se ao serviço como algo importante
em suas vidas |
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Essa evolução do nome
veio acompanhada de uma evolução do serviço,
principalmente a partir de 1999, quando os computadores começaram
a ser mais rápidos e a Associação passou a
fazer adaptações técnicas cada vez mais velozes
também.
Atualmente, com a Renic, passou a ser imprescindível manter
o nome limpo porque conseguimos enxergar quem são os devedores
em qualquer parte do País. O consumidor, sabendo disso, tenta
pagar mais rapidamente suas dívidas, o que é bom para
o comércio, para as instituições financeiras
e para a população.
Luiz Márcio Domingues Aranha, superintendente Geral da ACSP |
| 50 anos de serviço
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| Morello: desafio
de melhorar sistema de crédito e recuperar
o devedor para voltar a comprar |
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Estou na ACSP há 50 anos, portanto
desde a criação do SCPC. Entrei como advogado da instituição,
fui superintendente do Instituto Jurídico e continuo como
advogado da entidade. Lembro que, naquele tempo, todo o sistema
de crédito era baseado nas lojas e as vendas eram realizadas
de porta em porta. Nem supermercado existia.
Antes da criação do SCPC prevalecia
o sistema de compra com reserva de domínio, uma espécie
de leasing, em que a loja continuava dona do produto até
que fosse completamente quitado. Se o comprador deixasse de pagar,
o bem poderia ser tomado dele.
Para mim, a principal mudança nesses 50 anos aconteceu depois
da criação do Código de Defesa do Consumidor
(CDC), em 1990. A partir daí, passamos a ver o consumidor
como uma pessoa muito importante no sistema e hoje procuramos atendê-lo
da melhor forma possível.
Atualmente, um dos nossos principais desafios é o de melhorar
o sistema de crédito e recuperar o devedor para que volte
a consumir.
João Baptista Morello Neto, advogado da ACSP. |
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Por José Fernandes Sales
Escola de tecnologia
Paulo Pampolin/Digna
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| Alencar Burti: sistema
de informações sobre pessoa física
atual é imbatível |
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Em minha gestão, a principal dificuldade enfrentada foi criar
a grande rede de informações do SCPC, a Renic, formada
em 2001 com o nome de Rede de Informações e Proteção
ao Crédito (RIPC). De qualquer forma, essa rede não
foi feita só por mim, mas também por todos os profissionais
envolvidos, os voluntários e clientes com suas sugestões.
Evoluímos muito nesses anos e hoje somos uma verdadeira escola
de tecnologia.
Em termos de evolução dos nossos serviços,
eu destacaria quatro aspectos: volume, velocidade, qualidade e abrangência
das informações. Afirmo isso porque o sistema de informações
sobre pessoa física é imbatível. Além
disso, em termos institucionais evoluímos para uma entidade
que cada vez mais agrega a participação da sociedade.
Gostaria também de destacar que existe uma perfeita integração
entre o SCPC e seus clientes, e que a colaboração
deles tem ajudado muito no aperfeiçoamento de cada serviço
e na formação de pessoas. Por outro lado, evitamos
disputas políticas internas e trabalhamos com seriedade,
ajudando na credibilidade da instituição. Sempre tivemos
como princípio manter absoluta transparência entre
nós e nossos associados.
Alencar Burti, ex-presidente da ACSP e atual presidente da Confederação
das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil
(CACB)
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Análise
ficou mais confiável
Paulo Pampolin/Digna
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| Orcesi: SCPC ajuda
empresário a avaliar idoneidade do consumidor |
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A análise de crédito é um processo fundamental
para o empresário e a informação prestada pela
ACSP possibilita-o a ter praticamente certeza da idoneidade do consumidor.
A informática entra como parceira. Antes dos computadores,
as informações ficavam em fichas, o que, algumas vezes,
resultava em fraudes. Provavelmente, maus pagadores chegavam a subornar
funcionários porque alguns registros simplesmente sumiam.
Hoje, o sistema é extremamente confiável e dá
boas informações aos comerciantes. Claro que a negativação
no SCPC não garante que o consumidor vá pagar suas prestações,
sempre pode acontecer um imprevisto, uma perda de emprego, mas o serviço
traz elementos amplos que possibilitam uma análise mais confiável.
Carlos Celso Orcesi da Costa, superintendente Jurídico
da Associação Comercial de SP |
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Aliados do consumidor
Fotos: Paulo
Pampolin/Digna Imagem |
| Haidar: "posso
afirmar que entendemos melhor os motivos pelos quais
as pessoas deixam de pagar" |
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Houve uma época em que o SCPC era visto como um mal necessário.
E foi justamente para tirar esse estigma que nós implantamos,
em 2001, o Movimento de Apoio ao Consumidor (MAC), representado por
uma série de ações positivas, como a distribuição
de cartilhas de orientação ao consumidor, informando
como limpar seu nome, como administrar bem o orçamento familiar,
como controlar melhor a utilização de cheques, entre
outras coisas.
Atualmente, o ambiente em que são recebidas as pessoas que
buscam informações no SCPC é bem diferente. Não
há mais a cara de repartição pública ineficiente.
Posso afirmar que entendemos melhor os motivos pelos quais as pessoas
deixam de pagar. Hoje somos aliados do consumidor, por isso oferecemos
um atendimento moderno, com cafezinho, água, conforto e funcionários
bem treinados e educados.
Esse novo tipo de relacionamento com a população pode
ser ilustrado pelo S.O.S. Cheques e Documentos, um serviço
de utilidade pública que oferecemos gratuitamente pele telefone
0800-111-522. Através desse número é possível
comunicar roubos, extravios ou perdas de cheques e documentos. É
mais uma ferramenta à disposição do consumidor
para ajudar a coibir a ação de criminosos e contraventores.
Roberto Haidar, superintendente de Marketing e Serviços
da ACSP |
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| Castilho:
"passamos de simples fornecedores de informações
para desenvolvedores de soluções" |
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Desafios tecnológicos vencidos
Vencemos uma série de desafios tecnológicos nesses 50
anos do Serviço Central de Proteção ao Crédito,
mas o maior deles foi quando, em 1994, decidimos migrar de plataforma
tecnológica. Nesse caso, a nossa missão era mudar de
plataforma sem interromper o sistema. Levamos dois anos nessa migração,
que envolveu mudança de protocolos, desenvolvimento de programas
e aplicativos. Para manter a infra-estrutura de tecnologia, investimos
aproximadamente US$ 1 milhão, em média, nos últimos
três anos.
Hoje, o SCPC tem o maior banco de dados de inadimplentes do País
e, com a recente centralização dessas informações
em nossos computadores, a entidade tornou-se a única com abrangência
nacional. Dessa maneira, pela capilaridade, quantidade e qualidade
das informações que oferecemos, posso afirmar que não
temos concorrentes no segmento de pessoa física.
Além disso, com o UseSolutions, um serviço para classificação
e gestão de risco na tomada de decisões de negócios
relacionados à pessoa física, passamos da fase de simples
fornecedores de informações para desenvolvedores de
soluções. É claro que sem a alta tecnologia da
qual dispomos hoje não seria possível oferecermos esse
tipo de serviço. Nelson Castilho, superintendente
de Tecnologia da Informação e Processos da ACSP |
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Produto
sob demanda
Patrícia
Cruz/Agência Luz |
| Roseli: serviço
valorizou as relações com associados |
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Embora o Sistema Central de Proteção ao Crédito
(SCPC) complete 50 anos somente este ano, podemos dizer que já
nasceu na vanguarda do Customer Relationship Management (CRM),
que é o conceito mais evoluído nos últimos
tempos de gerenciamento do relacionamento com o cliente. Desde a
sua fundação, a estrutura do SCPC foi moldada por
este conceito e valorizou o estreitamento das relações
com seus associados. Em nenhum momento nossa preocupação
operacional se distanciou do que realmente os clientes precisam
e esperam do serviço.
Enquanto a Associação Comercial de São Paulo
(ACSP) vem seguindo este conceito desde os anos 50, as grandes empresas
descobriram a importância deste carro-chefe somente na década
de 90. Nós ouvimos o cliente e moldamos o serviço
conforme a demanda do mercado. Sabemos que, com a evolução
do sistema, traremos grandes benefícios ao empresariado brasileiro
que, consequentemente, contribuirá para o crescimento econômico
do País.
Roseli Garcia, gerente do Unidade de Negócios Pessoa
Física (UNPF) da ACSP |
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Exigências
diminuíram Antes do SCPC, os clientes
eram submetidos a uma série de exigências das empresas
que vendiam a crédito, por isso não tenho a menor
dúvida de que as dificuldades dos consumidores eram muito
maiores. Assim, a criação do SCPC possibilitou que
as pessoas mais humildes pudessem se beneficiar das vendas a prazo,
aumentando o poder de consumo delas.
Em 1985, fui superintendente do SCPC e nosso principal desafio foi
o de compatibilizar o uso do computador para a prestação
do serviço de informação, pois não havia
fornecimento de dados em tempo real. Quando iniciamos a informatização
do sistema, o Guilherme Afif Domingos estava em seu primeiro mandato
como presidente da ACSP e a implantação de modernas
tecnologias foi a principal realização daquela gestão.
Lincoln da Cunha Pereira, ex-superintendente do SCPC e ex-presidente
da ACSP |
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A Equipe
Fotos: Ciete Silvério
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| EXECUTIVOS DA RENIC: 1- Carlos
Roberto, CDL-BH . • 2 - Esdras
Seon, ACSP • 3 - Nelson Castilho,
ACSP • 4 - Roseli Garcia,
ACSP • 5 - Elcio Ribeiro,
AC-Paraná • 6 - Renato
da Silva Filho, CDL-Salvador •
7 - Hugo Philippsen, CDL-Recife •
8 - Paulo Borba, CDL-Porto Alegre •
9 - Dilson Di Donato, FCDL-BH •
10 - Antônio Xará, CDL-DF •
11 - Celi Borges, ACP • 12
- Roberto Alfeu, CDL BH •
13 - Sérgio A. Medeiros, FCDL-SC •
14 - Rui Rickelberg, FCDL-SC •
15 - Roque Pellizzaro Júnior, FCDL-SC •
16 - Roberto Haidar, ACSP |
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| FUNCIONÁRIOS SCPC DA ACSP:
1- Gilberto Pernassi, gerente de relacionamento •
2 - Roseli Garcia, gerente da unidade de Pessoa Física
• 3 - Isabel Guimarães,
gerente de produtos • 4 -
Carlos José Bertini, gerente de negócios •
5 - Paulo Ronaldo Capoletti, gerente comercial •
6 - Nádia Capor, gerente de apoio UNPF •
7 - Edson Roberto, gerente de modelos •
8 - Vania Alves, auxiliar administrativo •
9 - Roberto Haidar, superintendente de marketing e serviços |
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