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Por Estela Cangerana
Fotos: Arquivo
DC e Ciete Silvério
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| Balcão do SCPC na rua Boa
Vista, Centro de São Paulo, atende milhares
de pessoas diariamente |
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Foi em 1955 que tudo começou. Época de turbulência
política e eleitoral, pós era Getúlio Vargas
e seu populismo, quando os brasileiros se preparavam para eleger
Juscelino Kubitschek o novo presidente da República. O processo
de industrialização andava a todo o vapor e instituições
então recém-criadas, como o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras, ainda engatinhavam.
O Brasil crescia, a economia se desenvolvia, mas faltava segurança
nas vendas a prazo. O Serviço Central de Proteção
ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial de
São Paulo (ACSP), que começou no dia 14 de julho,
com 36 empresas e pouco mais de 1500 consultas por mês surgiu
para cobrir a lacuna.
Deu certo. E as milhares de fichas iniciais com os registros dos
maus pagadores deram lugar a rolos de fitas e, mais tarde, à
informatização total. Um a um, todos os outros estados
brasileiros foram se unindo ao banco de dados de São Paulo
até a efetivação da rede nacional em 2005.
Uma história de sucesso que também pode ser contada
através de fotografias.
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| A TODO O
VAPOR – Na década de 50, a economia fervia e
a demanda por vendas parceladas era grande, contida, apenas,
pela demora das transações. |
RÁPIDO E EFICIENTE –
Milhões de consultas por mês com respostas em até
três segundos. É o SCPC hoje. |
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| TRABALHO DE EQUIPE – Pesquisa
em fichas podia levar dias devido à grande quantidade
de registros. Sistema foi substituído por rolos de fitas,
que perduraram até a década de 70. |
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