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Uma rua à espera de revitalização Depois de mais de uma década de abandono, a 25 de Março começou a despertar o interesse do poder público na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (2000-2004). O projeto da época previa o alargamento das calçadas, reforma do pavimento, troca de iluminação, cestos de lixo e padronização e rebaixamento das guias para facilitar o acesso aos deficientes físicos. Passados cinco anos e muita demora, a Emurb (Empresa Municipal de Urbanização) realizou duas licitações para dar início às obras, duas partes do projeto foram executadas: a reforma do calçamento e o cabeamento subterrâneo. Ambas concluídas no segundo semestre do ano passado.
As duas intervenções deram uma cara nova para a 25 de Março. Sem os postes, a poluição visual foi sensivelmente reduzida, o que deixa toda sua extensão com aparência mais limpa. No caso do calçamento, uma reivindicação de mais de 15 anos tanto de lojistas como de compradores, o alargamento permitiu maior mobilidade aos clientes, principalmente durante os períodos de maior concentração. Calçadas – A entrega das calçadas também encerrou um período de abandono. No final da gestão petista, a reforma do piso foi esquecida, ficando uma grande quantidade de entulho espalhada pela 25 de março. O estado das calçadas ficou ainda pior. Com o término do calçamento e a retirada dos postes, resta à Prefeitura a troca do equipamento público, que estava previsto no edital de licitação. Assim, cestos de lixo, bancos e espaço para flores deveriam ser colocados em toda a extensão da rua. No quesito segurança, um projeto idealizado junto à Subprefeitura da Sé, comandada por Andrea Matarazzo, com a participação dos lojistas, prevê a instalação de câmeras de segurança na 25 de Março. A iniciativa tem como foco coibir assaltos, controlar o comércio ambulante e impedir novos atentados; como o que aconteceu no fim de dezembro passado, quando a explosão de uma bomba em um cesto de lixo deixou um saldo de 15 feridos, dois deles em estado grave. Ainda na área da segurança, uma outra parceria, agora
com o Governo do Estado, é a implantação de um posto
avançado da Policia Militar. Os lojistas esperam a instalação
das câmeras até o final do mês de maio. Já o
posto da PM tem previsão para o fim do semestre. Mario Plínio Camargo, de 57 anos, vem à 25 de Março duas vezes por mês para repor o estoque de seu armarinho, em Araçatuba, no interior . "A falta de segurança preocupa. Mas isso não tira a importância e a vantagem de vir até aqui. Com o que eu compro no atacado aqui, mantenho minha loja e três funcionários", contou. Para os lojistas, a rua precisa de mais atenção principalmente na questão dos ambulantes ilegais, um problema antigo que parece sem solução. Para eles, enquanto houver a possibilidade de novos confrontos, a 25 perderá clientes. O secretário das Subprefeituras, Walter Feldman, disse que o comércio ambulante será completamente controlado ainda neste ano. Segundo ele, a Subprefeitura da Sé e a Guarda Civil Metropolitana trabalham em conjunto no combate aos vendedores que oferecem produtos piratas e aos ambulantes irregulares. Mesmo com todos os problemas acumulados por mais de um século, a rua 25 de Março fará 112 anos amanhã, um sábado, justamente um de seus dias de maior movimento. Como sempre estará lotada, na expectativa de melhorias para seus freqüentadores. Mas resistindo. (DF) |
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