Reproduções do livro "25 de Março, Memória da Rua dos Árabes", de Rose Koraicho Reproduções do livro "25 de Março, Memória da Rua dos Árabes", de Rose Koraicho

25 de Março, 112 anos de resistência
A maior rua de comércio popular da América Latina faz 112 anos amanhã. Enchentes, carros, ônibus, camelôs legais e ilegais, confrontos e tiroteios não conseguiram apagar sua mística. Síntese do Brasil, a 25 de Março resiste ao tempo. E se supera.

Por Davi Franzon

Reproduções do livro "25 de Março, Memória da Rua dos Árabes", de Rose Koraicho

Reproduções do livro "25 de Março, Memória da Rua dos Árabes", de Rose Koraicho

Lojistas e clientes acreditam que a rua terá atenção do poder público

À s vésperas de completar 112 anos de vida, a rua 25 de Março, a maior via de comércio popular da América Latina, ainda aguarda a conclusão de sua prometida revitalização. E tem esperança de ver organizado seu espaço dedicado a comerciantes legalmente estabelecidos, ambulantes legalizados e camelôs ilegais.

Maltratada por enchentes, tiroteios, caos de gente e de carros, confrontos e apreensões de mercadoria pirata, a 25 de Março resiste como pólo que atrai compradores de todo o País e do Exterior. Não raro, reúne mais de um milhão de pessoas em suas calçadas e lojas.

Abandono – Durante os anos 90, a falta de um projeto urbanístico e de políticas públicas efetivas resultaram no seu abandono pelo poder público.

Somente em 2001, a 25 de Março voltou a receber atenção por parte da administração municipal. No seu período de abandono, grande parte das ações de conservação da via foi realizada pelos comerciantes. Unidos por meio de associações como, por exemplo, a União dos Lojistas da 25 de Março (Univinco). Aos lojistas cabe a maior parcela de resistência e manutenção da mística da rua como centro de compras.

Hoje, a aposta dos comerciantes para os próximos anos está ligada à conclusão do projeto de revitalização da rua, que permitirá uma concorrência direta com os shoppings e demais centros comerciais.

Há também uma grande expectativa em relação a uma solução viável para a disputa de espaço com os ambulantes ilegais, que passaram a ocupar praticamente todo o calçamento da rua. Essa ocupação gera conflitos e choques entre comerciantes, policiais e ambulantes há mais de uma década. Seja como for, a 25 resistirá.

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