Crítica:
Por Lúcia Helena Camargo

Wolverine sempre foi o mais complexo entre os mutantes do grupo dos X-Men, que surgiram como quadrinhos da Marvel Comics para depois ganhar três dimensões com a franquia cinematográfica. O personagem ganha agora um filme só seu, X-Men Origens: Wolverine, no qual é mostrada a trajetória que o levou a tornar-se esse herói sombrio, com vocação para cavaleiro solitário.

Com o ator australiano Hugh Jackman no papel título, vemos como Logan, o jovem dotado de poder de regeneração e garras retráteis que aparecem quando fica com raiva, transforma-se no praticamente invencível Wolverine. Junto com o irmão Victor (Liev Schreiber), portador de poderes parecidos, luta em guerras, enfrenta o resto do mundo.

Mas quando decide que quer outra vida, afasta-se de todos e vai morar em uma pequena cabana no alto das montanhas canadenses com Kayla Silverfox (Lynn Collins, foto abaixo). Descobrimos aqui a origem de seu nome: o wolverine é um pequeno mamífero do Canadá com fortes garras que ficam escondidas e, quando acuado, as exibe e ataca até animais muito maiores e mais fortes que ele. Mais: segundo lendas indígenas, o bicho seria imortal.

X-Men Origens: Wolverine inclui, evidentemente, as sequências para agradar ao público que vai em busca de ação. Carros são destruídos, helicópteros transformados em lata retorcida em questão de segundos, há explosões aos montes, lutas fenomenais. Jackman, que esteve esta semana no Brasil para lançar o filme, está mais forte e musculoso do que nunca. No entanto, grande parte da violência exibida tem lastro.

Ator e personagem parecem mais maduros e reflexivos. E os mutantes secundários Deadpool (Ryan Reynolds), Wraith (Will. I. Am) e Agente Zero (Daniel Henney) dão o molho. Portanto, há chances do filme agradar também quem vai ao cinema em busca de uma história contada com competência. E paciência na sala escura, porque há uma interessante cena depois dos créditos.

O longa, que custou US$ 150 milhões, teve que enfrentar a concorrência da pirataria. Uma versão inacabada vazou para a internet e foi copiada por milhões no mundo todo. Mesmo assim, com menos de uma semana em cartaz, já arrecadou US$ 168 milhões. Garra digna de Wolverine.

 

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