Crítica:
Por Lucia Helena de Camargo
Tom Cruise, aos 49 anos, estrela Missão: Impossível - Protocolo Fantasma (Mission Impossible: Ghost Protocol, EUA, 2011, 133 minutos). Na mesmíssima linha dos demais longas da série, na pele do agente Ethan Hunt, ele vai correr muito, perseguir e ser perseguido, conviver com mulheres lindas, como a beldade Léa Seydoux (foto), detonar bombas, atirar e ter até seu momento homem-aranha, ao escalar o prédio mais alto do mundo – Burj Khalifa, em Dubai. A sequência da escalada demandou autorizações especiais e operações complicadas. A equipe recebeu acesso até o 123º andar, ainda não finalizado, para levar gruas de câmera e outros aparatos necessários e filmar a movimentação de Cruise do lado de fora do prédio. Para ter acesso ao exterior da construção, entre 15 e 20 janelas foram removidas da fachada.
A francesa Léa Seydoux encarna a vilã clássica das histórias de espionagem: Sabine Moreau, de rosto angelical e intenções malignas. Fria, manda seu time de capagas matar quem se colocar entre ela e os diamantes que tenciona obter, dando em troca informações secretas.
A outra presença feminina marcante é Paula Patton, no papel de Jane Carter, colega de campo do agente Ethan. Enérgica, durona, quase feroz, põe para correr homens mais fortes e muito maiores do que ela. Já o agente/analista William Brandt (Jeremy Renner) é aquele sobre quem tudo está por descobrir.
Com direção firme de Brad Bird, o filme tem também no elenco diversos russos, como Vladimir Mashkov e Anil Kapoor. O eixo central, aliás, é algo como uma reedição dos conflitos da Guerra Fria. Uma explosão no Kremlin é mote para começar a missão cujas motivações Ethan desconhece. E, depois, se manterá incógnita até dentro da organização (daí o "protocolo fantasma" do título). Depois de ser resgatado da prisão ele receberá (e aceitará, porque sempre há a alternativa de declinar) a tarefa de liderar uma equipe com objetivo de recuperar certos códigos, com alguém cujo codinome é Cobalto.
O filme é ambientado também em cidades da Índia, Suécia e França. E como sempre aparecem as gadgets curiosas, como uma lente de contato que imprime remotamente tudo o que o olho lê. As traquitanas são de autoria de Trevor Hanaway (Josh Holloway), o especialista em tecnologia. Mas as sofisticadas máquinas às vezes apresentam problemas e colocam todos em risco. Realista. Afinal, quem nunca teve um computador que travou no meio de uma tarefa importante? Por esses e outros detalhes, Protocolo Fantasma satisfaz quem aprecia o gênero ação. Mas o melhor continua sendo a música-tema.