Crítica:
Por Lúcia Helena de Camargo
Madagascar 2 - A Grande Escapada, que estréia nesta sexta (12) nos cinemas brasileiros, embora divertido, não é propriamente uma continuação do primeiro filme. Os protagonistas são os mesmos animais do zoológico novaiorquino do Central Park. No longa original, fogem e vão parar na ilha africana.
E termimam a história a bordo de um navio que supostamente os conduziria de volta. Na atual seqüência, Alex (leão), Marty (zebra), Gloria (hipopótamo) e Melman (girafa) conseguem embarcar em um avião pilotado pelo hilário quarteto de pingüins, novamente com o objetivo de retornar à casa. Mas como se vê logo, permanecem na África. E então tem início a nova saga.
Agora ficamos sabendo como era Alex quando criança. O pequeno leão já gostava mais de perseguir borboletas e de dançar do que de lutar. Seu pai tentava incentivá-lo a ser um feroz e agressivo felino. Mas em vão. E essa índole brincalhona foi justamente o que levou o jovem a cair nas garras dos humanos.
E acabar como atração principal dentro de um zoológico. É claro que a turma parecia bem à vontade com o fato de não poder sair às ruas, tendo comida de sobra e tratamento de primeira. Mas uma vez que eles que conhecem a natureza, começam a tomar gosto pela liberdade.
E Madagascar 2 toca em outras questões, não abordadas antes: a importância da família e peso das tradições. Quando aparecem em cena o pai e a mãe de Alex, ele já está totalmente contaminado pelo sabor da selva. Mas um vilão e alguns contratempos ameaçam a permanência de todo o grupo.
Então a mensagem fica mais forte e até menos infantil. A animação nos diz que é preciso ter coragem para fazer o que é certo, no momento preciso, mesmo que todos o achem insano ou paspalho até que a ação tenha resultados.
Aparecem, evidentemente, o rei Julien, cuja voz no original é do comediante Sacha Baron Cohen (Borat), sempre acompanhado de seu braço-direito Maurice, além do chatinho, olhudo e adorável Mort e toda a comunidade de lêmures que canta e dança ao som do famoso tema musical I Like to Move it (Eu Me Remexo Muito).
Na versão em inglês, continua Ben Stiller dublando Alex, Chris Rock como Marty, David Schwimmer como Melman e Jada Pinkett Smith no papel de Gloria. Em português, a distribuidora divulgou apenas as vozes famosas: Heloisa Perissé faz Gloria e Sérgio Loroza vem como Moto Moto, o hipopótamo que namora de Gloria.
Muita gente ouvirá essas vozes, já que o filme entra em 471 salas na versão dublada, contra apenas 30 cópias legendadas em todo o País. Mas as crianças vão gostar.