Crítica:
Por Lúcia Helena de Camargo

     Furioso, radioativo e mais destrutivo do que nunca, chega O Incrível Hulk, longa-metragem dirigido pelo francês Louis Leterrier – que fez também Cão de Briga; Carga Explosiva e Carga Explosiva 2. O Hulk dirigido por Ang Lee em 2003 já superava em violência o homem verde da série de TV do final dos anos de 1970, mas agora o cientista Bruce Banner (vivido por Edward Norton) transforma-se ainda mais enfaticamente e provoca estragos maiores, graças aos novos recursos tecnológicos.

     Esta é a segunda produção para o cinema dos estúdios Marvel. A primeira foi Homem de Ferro (ainda em cartaz na cidade), com Robert Downey Jr. como protagonista, no papel do fabricante de armas Tony Stark. O personagem faz uma breve aparição neste novo Hulk, iniciando o chamado crossover, que consiste em incluir em um filme personagens de outros gibis. Tudo com objetivo de preparar terreno para
novas adaptações.

     O elenco é de primeira: Liv Tyler vive Betty Ross; William Hurt é o general "Thunderbolt" Ross; Tim Blake Nelson aparece como Samuel Sterns e Tim Roth está no papel de Emil Blonsky, alter ego do vilão Abominável. Marca presença o ator Lou Ferrigno, que fazia Hulk na série televisiva e faz uma ponta até o cartunista Stan Lee, criador do personagem.

     Quem nunca assistiu a série ou o outro longa e nem leu quadrinhos não precisa se preocupar, porque vai entender a trama sem problemas. As cenas iniciais explicam, em flash backs, como o Dr. Banner testou os raios gama em si mesmo e acabou virando Hulk, o que aconteceu com a mocinha e qual a razão do general Ross não dar folga para o cientista. Mas se quiser, pode ainda assistir em DVD, O Incrível Hulk - Como a Fera Nasceu (na série).

     Buscando um local para fazer testes, ele vai parar no Rio de Janeiro, na favela da Rocinha (filmado na Tavares Bastos, mais calma). Há cenas de perseguição em meio aos barracos e, evidentemente, o homenzarrão verde surge e mostra toda a sua ira.

     No retorno aos Estados Unidos, Hulk, como se espera, protagoniza ainda mais destruição. Edifícios de Nova York explodem, quarteirões inteiros são devastados e fica provado que o gigante cor de clorofila não está para brincadeiras, embora seu alter-ego seja um sujeito sensível. E ao final é dada a deixa para uma possível continuação.

 

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